Além do mês de conscientização, a medida foi motivada também pelo aumento considerável de multas nos quatro primeiros meses do ano, um salto de 150%, levando em consideração o mesm o período do ano passado. De acordo com dados do
Detran-SP (Departamento de Trânsito), entre janeiro e abril já foram contabilizadas 8.454 autuações, contra 3.391 de 2024.
Com isso, a estimativa do governo paulista é que cerca de 70 mil motoristas, uma média de 2.258 por dia, sejam abordados em todo estado até o fim de maio. Serão em torno de 97 blitze com agentes do Detran nas cidades paulistas, contra 67 realizadas em maio do ano passado, e na capital, o número salta de seis para nove ações, além das abordagens independentes da PM.
Um dado que chama atenção do órgão de trânsito é o número de motoristas que se recusaram a assoprar o etilômetro em 2025, um total de 5.363 contra 3.195 do ano passado. No entanto, Eduardo Gomes, superintendente do Detran no município de São Paulo, esclarece que o condutor com sinais de embriaguez pode ser levado para delegacia mesmo com a recusa.
Com base na resolução 423 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), o agente é orientado a analisar sinais como a aparência e as atitudes do condutor para comprovar a alcoolemia. Em caso de avaliação de que há sinais, o motorista é detido mesmo se rejeitar assoprar o bafômetro.
Quem se nega fazer o teste é enquadrado em infração gravíssima, recebe multa de R$ 2.934,70, sete pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação)e pode sofrer processo administrativo com suspensão do direito de dirigir por 12 meses. As mesmas medidas são aplicadas para quem assoprou o aparelho e foi constatado de 0,05 mg/l até 0,33 mg/l de álcool por litro de ar expelido.
Já quem é flagrado com com 0,34 mg/l de álcool por litro de ar expelido responde por crime de trânsito e a pena varia entre seis meses a três anos de detenção. Além disso, recebe multa de R$ 2.934,70, e perde o direito de dirigir por dois anos.
Classificação Indicativa: Livre