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Publicado em 13/06/2026, às 10h57 - Atualizado às 11h33 Divulgação Redação Bnews
O que deveria ser um simples ajuste no plano de telefonia transformou-se em pesadelo para uma consumidora no Centro de Chapecó, em Santa Catarina. Durante o atendimento em uma unidade da TIM, um funcionário teria aproveitado o acesso ao dispositivo da cliente para transferir imagens íntimas para o próprio aparelho. O episódio ganhou repercussão após a vítima, Eduarda Kruger, utilizar as redes sociais para detalhar a violação.
“Resolvi trazer isso pra falar sobre uma situação que eu passei e que eu nunca imaginei que eu poderia passar por ela”, desabafou a jovem no início de seu relato. Segundo ela, a solicitação da senha do celular pelo atendente parecia um procedimento padrão para acessar o aplicativo da operadora e concluir a alteração contratual. Mas, ao entregar o aparelho, a privacidade da cliente foi comprometida visto que, o criminoso teria acessado pastas ocultas e encaminhado arquivos via AirDrop.
O crime só foi descoberto porque uma notificação do sistema permaneceu visível no visor. Ao entrar no carro e notar o rastro deixado pelo suspeito, Eduarda entrou em estado de choque e buscou ajuda imediatamente de familiares e de um amigo que integra a corporação policial. Seguindo orientações, ela acionou o 190 e permaneceu em linha com a central até a chegada de reforços, incluindo seu pai, ao estabelecimento.
Acompanhada por uma equipe da Polícia Militar, a vítima retornou à loja e ao verificar o celular do atendente, a surpresa foi ainda maior: o dispositivo continha registros de diversas outras mulheres, indicando uma conduta recorrente. “O que mais me preocupa é saber quantas mulheres já passaram por isso com ele ou com outras pessoas e nunca trouxeram à tona, por medo ou por não saber o que fazer”, pontuou.
Após a intervenção policial, a jovem conseguiu apagar os próprios arquivos do aparelho do suspeito, incluindo a lixeira e registros de aplicativos de mensagens. Um Boletim de Ocorrência foi formalizado e a defesa da vítima já sinaliza que medidas judiciais serão tomadas para reparar o dano sofrido. “ É uma situação muito delicada, muito delicada, eu tô muito mal, tô triste, me senti muito culpada por ter passado a senha do meu celular pra ele, mas ele só tava fazendo o trabalho dele até então”, lamentou.
O caso está sendo investigado pelos órgãos competentes que irão analisar a denúncia e se realmente houve violação de privacidade.
Em nota, a TIM escreve:
“A empresa reforça que adota tolerância zero a esse tipo de atitude e conduta. A pessoa envolvida não era funcionária da operadora, mas de um parceiro, e foi desligada assim que os fatos, que fogem completamente aos seus padrões de ética e conduta, foram identificados. A companhia pede desculpas pelo ocorrido e se solidariza com a cliente”