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Publicado em 18/04/2026, às 11h25 - Atualizado às 11h30 Acervo pessoal Thiago Teixeira e Cauan Borges
Uma baiana afirma ter sido vítima de dois roubos de moto em um intervalo inferior a dois meses, ambos ocorridos no mesmo local. Ludmila Bazílio mora no centro de Dublin, na Irlanda, com sua esposa Gabriela Holanda, que também é da Bahia.
Ambos os assaltos, de acordo com o relato, ocorreram na região da King’s Inns Street, no Dublin 1, e terminaram com os veículos destruídos. Em entrevista exclusiva ao BNews, Ludmila contou que o primeiro caso aconteceu enquanto elas estavam em viagem ao Brasil.
A moto chegou a ser localizado pela Garda — força policial irlandesa —, mas já apresentava perda total. Cerca de 20 dias depois, o casal adquiriu uma nova moto, modelo Xmax 250cc, avaliada em torno de €1.700 (cerca de R$10 mil). Ela foi roubadas novamente, na última sexta-feira (17).
Durantes as buscas, foram encontrados vestígios do veículo completamente destruído. Diante disso, a baiana confessou que ela e a parceira estão arrasadas e com uma "sensação horrível de impotência", sobretudo, pela moto não ser apenas um meio de transporte, mas uma forma de sustento que ela e sua esposa possuem.
Dá uma sensação de insegurança, de que você não tá tranquila nem vivendo sua rotina. E no nosso caso pesa ainda mais, porque a moto não é só um bem material, minha esposa trabalha com ela. Então afeta diretamente o nosso dia a dia, o nosso sustento mesmo. Não é só o prejuízo, é tudo que vem junto, inclusive o abalo emocional. Estamos arrasadas!", afirmou a vítima.
O segundo roubo ocorreu durante a madrugada, entre 1h e 3h, em frente à sua residência. De acordo com o relato, a moto estava equipada com duas correntes, cadeado de disco e rastreador. Ao perceber o furto pela manhã, a brasileira acionou a Garda, mas decidiu seguir imediatamente a localização do rastreador junto com a esposa.
O sinal indicava uma área próxima à linha do Luas, em Broadstone, no Dublin 7. No local, elas encontraram vestígios do veículo queimado. Ao BNews, Ludmilla afirmou que, apesar da recorrência, vem tentando chegou a se questionar da possibilidade de uma perseguição direcionada a elas, mas que vem tentando "ser racional e pensar que foi algo oportunista".
Não tenho como afirmar que foi algo direcionado pra gente, mas também não dá pra ignorar completamente essa sensação. Na verdade, só paramos para analisar um pouco sobre se pode ser perseguição, porque muita gente questionou isso. Porém, ao mesmo tempo, descartamos essa possibilidade porque temos apenas quatro meses neste novo endereço, e pouquíssimas pessoas sabem onde é", concluiu Ludmila Bazílio.