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Publicado em 10/10/2025, às 13h35 - Atualizado em 11/10/2025, às 12h00 Mateus Pereira/GOVBA Lucas Pacheco
A ilha de Bom Jesus dos Passos, na Baía de Todos os Santos, pertencente a Salvador, ganhará no próximo dia 16 de outubro a primeira Usina de Beneficiamento de Pescado da região. O equipamento, fruto de um acordo de cooperação técnica internacional entre a ONG italiana Associação Voluntária Amici di Sardegna ETS e a Fundação Baía Viva, promete transformar a rotina de marisqueiras e pescadores locais.
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Para inauguração do projeto intitulado “Apoio ao saber-fazer das mulheres”, que conta também com apoio da Colônia de Pescadores Z3 da região, uma delegação da Sardenha, na Itália, virá para Salvador compartilhar conhecimentos e boas práticas.
“Essa usina não vai trazer beneficiamento só para os pescados. Vai trazer benecício para as pessoas, as marisqueiras, os pescadores, para toda a comunidade”, comemora Antônio Jorge Teixeira, presidente da Colônia de Pescadores Z3.
A usina possibilitará benefícios diretos para a população local, melhorando as condições de armazenamento, processamento e comercialização de mariscos e outros frutos do mar. O local também agregará valor aos itens produzidos, ampliando as oportunidades de renda e fortalecendo a economia da região.
Embora a inauguração seja no dia 16, a delegação intaliana chegará ao estado dias antes e na segunda, 13 de outubro, terá agenda com a Associação Comercial da Bahia (ACB).
“Este é um passo importante para dar visibilidade e sustentabilidade ao trabalho secular das comunidades marítimas da Baía de Todos os Santos. A união entre tradição e investimento é o que fará com que os produtos da pesca ganhem visibilidade, valor e mercado”, destaca a presidente da ACB Isabela Suarez.
O espaço conta com um tamanho de 100 m2 e possui bancadas e pias para higienização dos mariscos, caixas coletoras, depurador, fogão, freezers. Os mariscos passarão por processos de lavagem, limpeza, cozimento, catação e congelamento até se tornar um produto final com maior controle de qualidade e valor agregado.
“Esse projeto vai abrir muitas portas para a gente. Vamos poder trabalhar com o pescado sabendo manusear com mais segurança e vendendo com mais qualidade”, comenta a marisqueira Joseane Falcão, 47 anos, que vive na ilha desde que nasceu.
O engenheiro ambiental Jonatas Spinola destaca que a usina trará melhores condições de trabalho.
“Quem vive da pesca ainda sofre muito. Apesar da Bahia e do Brasil terem as maiores costas em termos de extensão, a pesca é subvalorizada. Continua artesanal, sem aporte de tecnologias e politicas públicas que beneficiem o setor”, avalia.
Spinola fez parte da delegação de Salvador foi para a Itália participar do projeto de cooperação internacional e atuou como uma das lideranças na primeira parte do projeto.
Após a inauguração, as marisqueiras da reunião já passarão por práticas de beneficiamento para transformar mariscos e peixes de baixo valor comercial em produtos de maior valor agregado
“Na semana que vem, elas já terão aulas práticas de beneficiamento para aprender a fazer outros produtos a partir do marisco, como linguiça, hambúrguer, patês. Começamos com 30 mulheres mas as atividades serão abertas para toda comunidade”, conclui Adriana Alencar, diretora da Fundação Baía Viva.
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