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Publicado em 04/11/2026, às 08h01 - Atualizado às 08h17 Reprodução Redação Bnews
Uma caminhonete afundou em poucos segundos no Rio Ivinhema, entre Angélica e Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul, depois que o motorista teria confundido uma rampa de acesso à água com um trecho de estrada alagada. O acidente aconteceu na noite de domingo (1º).
A mulher que estava no veículo, Estela Tomazetto, de 48 anos, foi encontrada morta dentro da caminhonete, enquanto o marido, João Luiz dos Santos, de 56, continua desaparecido. As informações são do g1.
A Polícia Civil considera que a entrada do veículo no rio foi acidental. A análise de imagens de câmeras de segurança reforçou essa hipótese. Segundo o delegado Gustavo Oliveira, responsável pelo caso, não foram encontrados indícios de feminicídio ou suicídio.
A principal linha de investigação é que o casal, que é do Paraná e trabalhava em uma fazenda da região, tenha entrado por engano no acesso ao rio. Os dois não moravam no condomínio fechado onde ocorreu o acidente nem estavam hospedados ou alugavam imóveis no local.
A polícia apura relatos de que João Luiz e Estela teriam passado o dia consumindo bebidas alcoólicas. De acordo com o delegado, essa circunstância, somada a outros fatores, pode ter comprometido a percepção dos ocupantes.
Outro elemento considerado na investigação é o alagamento de trechos das estradas próximas. Em alguns pontos, a água chegava à altura das rodas de veículos altos, como caminhonetes.
A suspeita é que o motorista tenha interpretado a rampa de acesso ao Rio Ivinhema como mais um trecho da estrada coberto pela água.
Câmeras de segurança mostram que uma caminhonete afundou em apenas quatro segundos após o motorista confundir uma rampa de acesso ao Rio Ivinhema, em MS, com uma estrada alagada. A esposa dele foi encontrada morta dentro do veículo. O homem, de 56 anos, segue desaparecido. https://t.co/aPqOtiGMHH
— bnewsvideos (@bnewsvideos) November 4, 2026
As imagens de segurança mostram que, aproximadamente quatro segundos depois de entrar na água, o motorista acionou o freio e engatou a marcha à ré. A mudança foi identificada pela alteração nas luzes traseiras da caminhonete.
Para a polícia, a movimentação indica que João Luiz percebeu o erro e tentou retornar, mas não conseguiu impedir que o veículo afundasse.
As gravações também mostram Estela sentada no banco e segurando a alça de segurança do veículo, utilizada por passageiros para se apoiar durante a passagem por obstáculos.
Segundo o delegado, não há sinais de que a mulher estivesse sendo contida por outra pessoa, envolvida em uma discussão ou obrigada a permanecer na caminhonete. Os gritos de socorro registrados começaram somente depois que o veículo entrou na água e começou a afundar.
A dificuldade de os ocupantes deixarem a caminhonete também é analisada pela Polícia Civil. Conforme a investigação, a rampa estava mais alagada do que o habitual, o que dificultava perceber a inclinação acentuada do terreno.
Cerca de quatro segundos após a entrada na água, o rio já havia invadido a cabine e coberto a porta. A profundidade chega a aproximadamente seis metros nos primeiros metros depois da rampa.
Com a pressão da água, abrir as portas de um veículo submerso se torna muito difícil. A análise das imagens não identificou nenhum momento em que os ocupantes tenham conseguido sair da caminhonete.
A suspeita é que uma das portas tenha se aberto apenas quando o veículo já estava no fundo do rio, possivelmente em razão da pressão da água. A abertura teria lançado uma das vítimas para fora.
A correnteza também arrastou a caminhonete por aproximadamente 40 metros pelo fundo do rio.
O delegado Gustavo Oliveira afirmou que a investigação não identificou histórico de violência entre o casal nem outros elementos que apontem para uma morte intencional.
As equipes do Corpo de Bombeiros continuam as buscas por João Luiz dos Santos. A Polícia Civil mantém a investigação para esclarecer as circunstâncias do acidente.
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