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Camisa de acusado de estupro coletivo gera indignação por referência à 'machosfera'

Vitor Hugo Simonin se apresentou à polícia com estampa 'Não me arrependo de nada’; atitude é associada a comunidades misóginas online  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 09/03/2026, às 21h51   Reprodução / Redes Sociais   Cibele Gentil

A apresentação de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, à polícia no Rio de Janeiro ganhou contornos de revolta pública devido à postura e ao vestuário adotados pelo jovem. Investigado por participação em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, Vitor Hugo chegou à unidade policial vestindo uma camiseta com a frase em inglês “regret nothing”, cuja tradução literal é “não me arrependo de nada”.

A imagem, que viralizou rapidamente, foi interpretada por observadores e internautas como uma afronta direta à vítima. O gesto também foi entendido como um aceno a grupos radicais conhecidos como machosfera, que propagam a subjugação feminina e discursos de ódio em ambientes digitais.

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Filho do ex-subsecretário de Governança do Estado, José Carlos Costa Simonin, o jovem manteve a cabeça erguida e não evitou o registro das câmeras. Especialistas apontam que a expressão utilizada é um código comum entre seguidores de influenciadores misóginos que defendem uma masculinidade agressiva e a ausência de remorso como prova de virilidade.

A repercussão do caso acendeu o debate sobre como essas ideologias, muitas vezes impulsionadas por algoritmos e figuras polêmicas do cenário internacional, têm influenciado o comportamento de jovens brasileiros e potencializado crimes de gênero. No ano de 2025, o Brasil registrou o maior índice de crimes sexuais da última década. Esse cenário é alimentado pela disseminação dessas ideologias nas redes sociais que lucram com a monetização do ódio.

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