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Publicado em 05/08/2025, às 05h30 Foto: Ilustrativa / Freepik Natane Ramos
Nas redes sociais uma discussão está se tornando cada vez mais comum: a dificuldade de se relacionar com homens. Diante disso, Asa Seresin, artista queer, criou o termo heteropessimismo, ou heterofatalismo, que descreve a falta de interesse de mulheres heterossexuais em se relacionarem.
Seresin define o fenômeno como "desafiliações performativas com a heterossexualidade, expressas na forma de arrependimento, constrangimento ou desesperança sobre a experiência heterossexual".
O sentimento vem de um contexto social em que a mulher está cansada de seguir certos padrões sociais e começa a busca por sua liberdade, enxergando de outra forma comportamentos masculinos que possam reprimi-las e focando no seu bem-estar.
Asa Seresin pontua que começou a pensar neste fator após ler o relato de Maggie Nelson no livro "The Argonauts", em que a mulher declara que a heterossexualidade sempre a deixa "envergonhada", provocando o leitor a pensar como as mulheres heterossexuais se sentem ao viverem relacionamentos com homens cisgêneros.
"Nesse sentido, o heteropessimismo é, para usar a frase de Lee Edelman, um 'sentimento anestésico': 'um sentimento que visa proteger contra a intensidade excessiva do sentimento e um apego que pode sobreviver ao desapego'. O efeito anestésico do heteropessimismo é especialmente sedutor porque dissocia as mulheres das mesmas características — o apego excessivo e a 'intensidade excessiva do sentimento' — pelas quais a cultura heterossexual está determinada a nos envergonhar", declarou Asa.
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