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Conselheiro de Arquitetura e Urbanismo da Bahia desabafa sobre decoração montada em ponto histórico de Salvador: "Caótico"

Conselheiro fez um duro desabafo nas redes sociais sobre a decoração montada em uma das praças históricas da capital baiana  |  Reprodução / Instagram / @neiltondorea

Publicado em 20/09/2025, às 12h55   Reprodução / Instagram / @neiltondorea   Leonardo Oliveira

O Conselheiro de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA), Neilton Dórea, fez um duro desabafo nas redes sociais sobre a decoração montada em uma das praças históricas da capital baiana. Ao se deparar com as intervenções no espaço, ele não escondeu a indignação.

Estou quase no estágio do personagem de Jô Soares que, quando não entendia nada, dizia ‘tira o tubo’. É assim que me sinto ao ver uma praça que tem tanta importância para a história do país, reduzida a um caótico amontoado de coisas sem nexo”, afirmou.

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A crítica tem como alvo a Praça Municipal, considerada a primeira praça cívica do Brasil, idealizada em Lisboa pelo arquiteto Miguel de Arruda e trazida a Salvador por Tomé de Souza, ainda no período colonial. 

Durante séculos, o local foi palco de decisões importantes para o país, para o estado e para a cidade. Hoje, no entanto, segundo o morador, a praça estaria descaracterizada. O que deveria valorizar sua relevância histórica, acabou se transformando, segundo ele, em “imagens confusas, com gosto duvidoso e sem conexão com a grandiosidade do espaço”.

Além da crítica estética, ele também questionou a forma como os espaços têm sido ocupados. Para o arquiteto, a praça vem sendo tratada como um “lançamento imobiliário”, onde áreas se sobrepõem sem planejamento e acabam competindo entre si.

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“É uma arquitetura repetida, sem proposta, que não dialoga com as transformações do século XXI. Ficou presa ao século XIX, sem sequer chegar ao século XX”, disse. Para ele, o resultado é um ambiente desorganizado, que não respeita nem a história da cidade nem as necessidades atuais da população.

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