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Publicado em 11/10/2025, às 19h41 Reprodução / YouTube Lucas Pacheco
Especialistas, líderes mundiais, governos e diversos movimentos sociais criticaram a escolha de María Corina Machado, líder da extrema direita Venezuela, como vencedora do Prêmio Nobel da Paz. A política é conhecida por apoiar o governo israelense de Benjamin Netanyahu na guerra contra Gaza e tem pedido repetidamente agressão armada contra a Venezuela.
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Ignacio Ramonet, jornalista espanhol, chamou a situação de "a necrose de um Prêmio Nobel".
"Conceder o Prêmio Nobel da Paz a alguém que constantemente defende invasões militares, golpes de Estado, revoltas e guerras é mais uma aberração da atual desordem internacional. É o mundo de cabeça para baixo. Está tornando realidade a distopia de Orwell, '1984', na qual a verdade é mentira e a paz é guerra. Um triste e podre Prêmio Nobel", observou.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, destacou que "a politização, o preconceito e o descrédito do Comitê Norueguês do Nobel da Paz atingiram limites inimagináveis".
Ele ainda descreveu a concessão do prêmio de 2025 a "uma pessoa que instiga a intervenção militar em sua pátria" como "vergonhosa", chamando-a de "manobra política" para enfraquecer a liderança bolivariana.
O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, declarou que "o Prêmio Nobel da Paz concedido a María Corina Machado é uma afronta à história e aos povos que lutam por sua soberania. Conceder o prêmio a um golpista, aliado das elites financeiras e de interesses estrangeiros, é transformar o símbolo da paz em um instrumento do colonialismo moderno".
O Prêmio Nobel da Paz (1980), Adolfo Pérez Esquivel, alfinetou que "Corina Machado faz parte da política dos EUA contra o governo venezuelano".
Michelle Ellner, coordenadora da campanha latino-americana da plataforma americana Codepink, desabafou que María Corina Machado não é um símbolo de paz.
“Quando vi a manchete ‘María Corina Machado ganha o Prêmio da Paz’, quase ri do absurdo. Mas não ri, porque não há nada de engraçado em conceder o prêmio a alguém cujas políticas causaram tanto sofrimento. Qualquer pessoa que conheça suas ideias sabe que não há nada remotamente pacífico em suas políticas, disse.
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