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Publicado em 24/08/2026, às 08h57 - Atualizado às 09h58 Reprodução Alex Torres
O Grupo Casas Bahia revelou que conta com 28 mil credores dentro da dívida de R$ 17 bilhões, revelada no pedido de recuperação judicial apresentado à Justiça na última semana. Caso seja acatado, aqueles que possuem dinheiro a receber pode ter o valor descontado em até 95%, além de ter atrasos no pagamento da dívida.
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Dentro dos credores das Casas Bahia, estão instituições financeiras, fornecedores, trabalhadores e partes envolvidas em processos cíveis. Os credores que aparecem em uma posição mais delicada são os chamados quirografários, onde se encontram muitos fornecedores e investidores. Existem situações no varejo de reduções de 50% a 80% do valor devido, além de parcelamentos que podem chegar de 10 a 20 anos.
A preocupação por parte dos credores é que, caso a recuperação judicial seja aceita, eles não teriam uma garantia específica de quando, quanto ou como irão receber os valores que têm a receber. A posição de cada credor dependerá principalmente do tipo de dívida e das condições que forem aprovadas no plano.
Já no caso dos bancos, o caso pode ser um pouco diferente dos fornecedores. Isso porque parte dos créditos dessas instituições possui garantias, o que pode mudar sua posição dentro da recuperação judicial. Além disso, bancos costumam ter maior poder de negociação por controlarem linhas de crédito fundamentais para a empresa continuar funcionando.
Por fim, os funcionários da companhia estão em uma categoria diferente. Créditos trabalhistas possuem proteção específica na legislação de recuperação judicial e devem seguir regras próprias de pagamento, com prazos diferentes dos aplicados a grande parte dos demais credores.
Vale destacar que, dentro do montante devido, cerca de R$ 16,4 bilhões correspondem a compromissos quirografários. Outros R$ 754 milhões são referentes a passivos trabalhistas, enquanto aproximadamente R$ 154 milhões correspondem a dívidas com microempresas e empresas de pequeno porte.