Geral
Publicado em 14/06/2025, às 13h03 Reprodução / Freepik Leonardo Oliveira
Em um mundo onde cada vez mais crianças e adolescentes se isolam em seus próprios quartos, uma família na Finlândia decidiu ir na contramão. Na construção de uma casa de 300 m², foi tomada a decisão de projetar os quartos dos filhos para serem pequenos e menos convidativos, propositalmente.
A ideia de ter essa escolha inusitada foi a busca por incentivar a convivência familiar e fazer dos espaços comuns o núcleo da família.
A estratégia por trás do design
A ideia partiu de Xinying Lin, uma mãe que, ao se mudar para Espoo, na Finlândia, sonhava com uma casa que combinasse luz, privacidade e, acima de tudo, interação e convívio familiar. Para desenvolver esse projeto, ela teve o auxílio da arquiteta Sini Koivisto.
O projeto foi centrado em um grande átrio (pátio interno) e em uma sala de estar ampla e confortável, com janelas que vão do chão ao teto, mas que não expõem a vida da família para a rua. Em contrapartida, os quartos das crianças foram projetados para serem essencialmente espaços de dormir.
"Seria muito melhor se as crianças preferissem ficar confortáveis na sala de estar do que deitadas em seu próprio quarto", argumenta Xinying Lin em entrevista à emissora finlandesa Yle.
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Choque de cultura: Design escandinavo com alma asiática
A casa é um reflexo da fusão de culturas. O design é minimalista e escandinavo, com superfícies de madeira e piso de concreto polido, que facilita a limpeza. No entanto, a ênfase na vida comunitária e na união familiar reflete um valor cultural asiático, mostrando como a arquitetura pode ser usada para moldar o comportamento e fortalecer laços.
Essa tendência não é um caso isolado. Cidades finlandesas como Espoo têm recebido uma grande quantidade de imigrantes, especialmente da China e da Índia, que frequentemente optam por construir casas personalizadas que atendam às suas necessidades culturais e familiares.
Dados da prefeitura de Helsinque mostram que cerca de 70% das pessoas de origem chinesa na região metropolitana vivem em casas próprias há mais de 15 anos, um fenômeno que está moldando a paisagem arquitetônica local.
Para Xinying Lin, o resultado foi um sucesso completo. Além de ter uma casa que promove a união familiar, ela está feliz com a localização tranquila, próxima ao mar e à natureza, mas a apenas 10 minutos a pé do metrô. "Quando visitamos o local pela primeira vez, ficamos muito impressionados", conta.
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