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Publicado em 24/04/2025, às 06h00 Reprodução Davi Lemos
A Serva de Deus Lourdinha Fontão (1930 - 1988) conheceu o cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, ainda antes de dele entrar na Ordem Cirtersiense, formada por monges que vivem segundo a Regra de São Bento. Lourdinha e Orani são naturais de São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo. Ao conhecer Orani ainda adolescente, Dona Lourdinha Fontão costumava dizer: "Esse Menino vai longe. Vai ser papa".
Dom Orani, de 74 anos, é um dos cardeais brasileiros que estarão no Vaticano durante o Conclave que elegerá o sucessor do papa Francisco, morto na segunda-feira (21). Dona Lourdinha foi um catequista e integrante do Movimento dos Focolares que morreu em 1988 com fama de santidade.
O processo de beatificação de Maria de Lourdes Benedicta Nogueira Fontão foi iniciado em 2014, quando ela recebeu o título de Serva de Deus. Após a conclusão desta fase diocesana, o Servo de Deus é proclamado venerável e passa a ser beato se for comprovado um milagre.
Se o conclave que deve ser realizado em maio confirmar Dom Orani Tempesta como próximo papa, não será o primeiro caso de santo que predisse a assunção de um religioso católico ao papado. Este fato ocorreu quando, na década de 1940, o padre Pio de Pietrelcina (1887 - 1968) predisse que o jovem padre polonês Karol Józef Wojtyła se tornaria papa.
Após 30 anos daquele encontro, o já cardeal Karol Wojtyla foi eleito papa em 1978, adotando o nome de João Paulo II. O papa polonês, canonizado por Francisco em 2014, foi quem canonizou Pio de Pietrelcina em 2002. A historia pode se repetir com Orani e Lourdinha?
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