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Publicado em 26/10/2026, às 14h43 - Atualizado às 15h09 Divuçgação | Volvo Group Alex Torres
A Volvo, considerada uma das principais montadoras de veículos de luxo do setor automobilístico, anunciou o corte de mais 2.500 postos de trabalho após registrar um prejuízo líquido de 5,7 bilhões de coroas suecas, equivalente a cerca de R$ 2,89 bilhões na cotação atual, no terceiro trimestre de 2026.
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Divulgado na última sexta-feira (23), o resultado representa uma mudança significativa em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa havia registrado lucro de 4,5 bilhões de coroas suecas. Após a divulgação dos números, as ações da fabricante despencaram quase 30%, em meio às preocupações dos investidores.
Controlada majoritariamente pelo grupo chinês Geely, a Volvo enfrenta dificuldades relacionadas à queda na demanda por veículos elétricos, ao aumento da concorrência de fabricantes chinesas e às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.
A receita da montadora recuou 23% na comparação anual, chegando a 66,9 bilhões de coroas suecas, aproximadamente R$ 33,95 bilhões na cotação atual. Na China, um dos principais mercados da fabricante, a queda no faturamento foi de quase 50%.
Com o cenário, a empresa pretende reduzir seus custos em mais 5 bilhões de coroas suecas, o equivalente a aproximadamente R$ 2,54 bilhões. A expectativa é que as medidas produzam resultados até o final de 2027.
Dentre os 2.500 postos de trabalho que serão eliminados, cerca de 2 mil estão localizados na Suécia. A redução representa aproximadamente 6% da força de trabalho da montadora e se soma a outros 3 mil cortes anunciados anteriormente.
Há um mercado baseado em carros globais que são apenas montados localmente. Esse mercado, acredito, ainda não chegou ao fundo do poço. Está caminhando para zero”, disse o presidente-executivo, Håkan Samuelsson.
"Esta é uma queda muito acentuada, e espero que vejamos algum tipo de estabilização, mas não acho que devamos esperar uma melhora real [no futuro imediato]”, completou, alertando que ainda era cedo demais para descartar medidas adicionais que a empresa talvez precise adotar para reduzir custos.