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Publicado em 31/07/2025, às 08h24 - Atualizado às 08h25 Divulgação / GovBA Yuri Pastori
Os médicos das principais unidades de saúde da rede estadual da Bahia entraram em greve por tempo indeterminado desde às 0 h desta quinta-feira (31). O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA), em assembleia no último dia 24, decidiu pela paralisação para protestar pelo desligamento de médicos celetistas vinculados ao Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS).
Profissionais das maternidades Albert Sabin e Tsylla Balbino, além do IPERBA, Hospital Geral Roberto Santos e Hospital Geral do Estado (HGE) aderiram ao movimento. Segundo o Sindimed, apenas os atendimentos de menor urgência - fichas verdes e azuis - e os procedimentos eletivos, como consultas ambulatoriais e cirurgias programadas serão impactados. Os serviços de urgência e emergência continuam em funcionamento.
Em um comunicado, o sindicato diz que respeita os trâmites legais e pediu que a categoria observe os artigos 48 e 49 do Código de Ética Médica. Estes tratam sobre a sucessão de profissionais desligados por represália e a preservação da unidade da classe médica.
Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) repudiou o comunicado do sindicato e o classificou como “alarmista” e “desinformativo”. A pasta garantiu que empresas contratadas irão prestar os serviços nas unidades afetadas.
A Sesab disse que apresentou alternativas para a contratação dos profissionais, como credenciamento por pessoa jurídica e novos editais celetistas em reunião no dia 24 com o Sindimed, o Ministério Público do Trabalho e a Procuradoria Geral do Estado. Parte dos médicos já teria migrado de vínculo.
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