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Publicado em 04/08/2026, às 16h40 - Atualizado às 17h37 Divulgação Alex Torres
A operação brasileira da rede de cafeterias Havanna entrou em recuperação extrajudicial para renegociar uma dívida que gira em torno de R$ 127 milhões. O pedido foi apresentado no fim de 2025, e o plano de reestruturação chegou à Justiça no primeiro semestre deste ano.
As informações foram divulgadas pelo portal Exame. O processo foi apresentado na 1ª Vara Regional de Competência Empresarial de São Paulo e envolve seis empresas que seriam controladas pelo grupo do empresário Marcos Rothenberg, responsável pela atuação da rede argentina Havanna no Brasil.
Entre as companhias envolvidas no pedido de recuperação, estão duas ligadas a Havanna: a DGA Doces Del Plata, que administra as franquias brasileiros da rede de cafeteria argentina, e também a Café Del Plata, que seria responsável pelas lojas que levam o nome da marca.
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De acordo com a documentação apresentada à Justiça, a companhia explicou que a Café Del Plata, apesar de integrar o processo, não enfrenta uma crise financeira própria e que suas atividades seguem "em constante ascensão". Ela teria sido incluída apenas por estar "interligada" ao grupo e atuar como avalista de dívidas.
Mesmo assim, o documento registra que havia uma ação de falência em curso contra Café Del Plata, movida pela indústria de chocolates Top Cau por notas fiscais em aberto que juntas ultrapassam a quantia de R$ 4 milhões.
Ainda segundo a Exame, por trás da recuperação extrajudicial, há uma rede de perfumaria. O grupo de Marcos Rothenberg teria como negócio principal o setor de perfumes e cosméticos, através da empresa Fragrance. Das seis empresas envolvidas, quatro atuam no setor: Aeger, Casma do Brasil, Delfos e Fly Shopping.
Por meio de nota, a Havanna afirma que a recuperação decorre de obrigações contraídas por outras companhias do grupo acionista, "sem relação com questões operacionais ou financeiras da rede, que é solidária nas obrigações financeiras do grupo". A empresa diz que o processo serve para impedir que essas obrigações afetem fornecedores, franqueados e parceiros.
O grupo de Rothenberg explicou que mais de 90% das unidades da Fragrance funcionam em shoppings, setor que perdeu movimento nos últimos anos. As dívidas foram contraídas em 2020 e 2021, quando a Selic estava abaixo de 3%, e ficaram mais caras quando a taxa passou de 12% em 2023 e 2024.
Enquanto negocia com os credores, o grupo empresariam segue com o discurso de crescimento na frente da Havanna. A rede afirma ter aberto mais de 30 lojas no primeiro semestre de 2026 e soma mais de 250 unidades no país. A meta é chegar a mais de 700 pontos até 2030.
No ano de 2025, a operação brasileira da marca argentina faturou cerca de R$ 420 milhões e projeta mais R$ 500 milhões neste ano. A aposta mais recente é a Heladeria Havanna, sorveteria lançada em 2025.