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Publicado em 06/06/2025, às 16h13 - Atualizado às 16h27 Reprodução / Redes Sociais Leonardo Oliveira
Gabriela Pontes, de 23 anos, sempre sonhou em ser mãe, mas não imaginava que a maternidade chegaria tão cedo — e de uma forma tão inesperada. Em 2022, enquanto cursava o segundo ano de terapia ocupacional em Uberaba (MG), ela conheceu Lucas Sampaio Maroquides, então com 21 anos e estudante do primeiro ano de ciências biológicas, durante uma festa da faculdade.
O encontro, marcado por um aplicativo de relacionamentos, resultou em uma noite juntos e, posteriormente, em uma gravidez surpresa. Após o encontro, Gabriela e Lucas não mantiveram contato. Três semanas depois, ela começou a sentir sintomas como cansaço e sono excessivo.
Foi a mãe quem sugeriu a possibilidade de gravidez, confirmada por um teste de farmácia. Na época, Gabriela não tinha certeza sobre a paternidade, já que havia se relacionado com outro rapaz uma semana antes, também sem proteção. “Fiquei apavorada”, relembra ao UOL.
A jovem optou por contar primeiro ao rapaz com quem tinha mais proximidade, mas a reação dele foi negativa: ele sugeriu um teste de paternidade e chegou a pedir que ela interrompesse a gestação. Gabriela, no entanto, nunca cogitou o aborto e decidiu seguir com a gravidez, mesmo sem um resultado conclusivo dos testes feitos durante a gestação.
Diante da incerteza, Gabriela trancou a faculdade, voltou para São José do Rio Preto (SP) e buscou apoio psicológico para lidar com a nova fase.
Quando já estava com seis meses de gestação, Gabriela decidiu contar a Lucas sobre a possibilidade de ele ser o pai. Apesar do receio de que ele não assumisse a responsabilidade, Lucas surpreendeu: “Ele disse que, se fosse filha dele, iria assumir e não deixaria tudo nas minhas costas”, conta Gabriela ao UOL. Mesmo sem a confirmação, Lucas se mostrou presente, acompanhando exames e participando das escolhas para o enxoval da bebê, que recebeu o nome de Luna.
Lucas, que sempre quis ser pai de menina, trancou a faculdade, voltou para Limeira (SP) e conseguiu dois empregos para essa nova fase com Gabriela e a filha. “Trabalhei como um condenado, fazia de tudo para ajudar”, relata ao UOL.
Após o nascimento de Luna, o teste de paternidade confirmou que Lucas era o pai. Ele viajou para conhecer a filha e passou uma semana na casa de Gabriela. Meses depois, ela levou Luna para conhecer a família paterna em Limeira. Foi então que Lucas decidiu se mudar para São José do Rio Preto para ficar mais perto da filha. Gabriela o convidou para ficar em sua casa até encontrar um lugar próprio, e ele aceitou imediatamente.
A convivência diária fez com que os dois percebessem que havia mais do que companheirismo entre eles. O namoro começou de forma gradual, e, com o tempo, decidiram morar juntos. Quando Luna tinha um ano e meio, veio uma nova surpresa: Gabriela descobriu a segunda gravidez, desta vez de Apólo. “Tivemos que recalcular a rota, mas deu tudo certo. Hoje, estamos casados e temos dois filhos lindos”, celebra Gabriela.
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O casal compartilhou a história nas redes sociais, onde os vídeos somam quase 9 milhões de visualizações. Gabriela conta que recebeu críticas, principalmente de homens, por não saber inicialmente quem era o pai de Luna, mas afirma que o casal está bem resolvido e não se abala com os comentários.
Ela faz questão de ressaltar que não incentiva comportamentos de risco: “A gente sabe que foi errado, não nos orgulhamos disso. No nosso caso, deu certo porque tivemos uma rede de apoio, mas o ideal é sempre se proteger e tomar cuidado ao se envolver com desconhecidos”, conclui Gabriela.
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