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MP pede investigação de suposta médium Maira Rocha por estelionato e falsidade ideológica

Caso está sob investigação desde que membros do meio espiritualista e fiés denunciaram a mulher por supostas inconsistências em cartas psicografadas  |  Dezenas de relatos afirmam que a médium utiliza dados das redes sociais para escrever as cartas atribuidas a pessoas já falecidas - Redes Sociais

Publicado em 19/10/2026, às 17h08 - Atualizado às 19h05   Dezenas de relatos afirmam que a médium utiliza dados das redes sociais para escrever as cartas atribuidas a pessoas já falecidas - Redes Sociais   Elisa Martins

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu oficialmente à Polícia Civil do Distrito Federal a instauração de um novo inquérito policial no caso da médium Maira Alexandrina Leobino Freitas, conhecida publicamente como Maira Rocha. O foco considera os supostos crimes como estelionato, falsidade ideológica e apropriação indébita.

O órgão fixou, no despacho expedido em 22 de agosto, um prazo rigoroso de dez dias para que a polícia responda formalmente sobre quais providências foram tomadas. A decisão junta-se a um procedimento instaurado pela 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), que analisa denúncias parecidas nos últimos meses. A apuração está tiva e aguarda comprimento de requisições periciais, além de detalhes dos relatórios. 

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Relembre o caso

Membros do meio espiritualista e pessoas que já frequentaram o centro espírita 'Casa de Caridade Inácio Daniel', localizada em Águas Claras, onde Maira é a líder espiritual, denunciaram as cartas psicografadas feitas por ela. De acordo com os relatos, as mensagens entregues às famílias que pasam pelo luto apresentam inconsistências conceituais e erros doutrinários.

A acusação é que a religiosa faria o procedimento a partir de dados coletados diretamente de redes sociais, como o como Facebook e Instagram.

Segundo o Metrópoles, um dos relatos que integram o conjunto de denúncias envolve um homem de 52 anos. Ele chegou a frequentar a casa e recebeu uma carta atribuída à sua mãe que havia falecido há algum tempo. Mesmo com a emoção no primeiro contato, ele analisou o texto e percebeu que aquilo não condizia com a sua realidade familiar. 

Trechos inteiros também continham redação igual a postagens feitas em uma comunidade de ciclistas no Facebook, além de repetições de comentários publicados pelo prórpio filho sobre momento especiais, como formatura. 

Classificação Indicativa: Livre


TagsCartas psicografadascasa de caridade inácio danieldenúnciasDistrito FederalMaira rochaMinistério PúblicoPolícia Civilrelatos

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