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Publicado em 01/10/2026, às 15h06 - Atualizado às 16h38 Divulgação Alex Torres
Uma mulher identificada como Christa Gail Pike, de 50 anos, condenada à morte pelo homicídio de uma colega estudante no ano de 1995, sobreviveu após receber duas doses de uma injeção letal. O caso aconteceu nesta quarta-feira (30), no estado do Tennessee, nos Estados Unidos.
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De acordo com um especialista em pena de morte, a situação ocorrida se trata de uma falha sem precedentes. Depois da tentativa de execução através da injeção, Pike permaneceu viva e roncando alto, sendo necessária a retirada da prisão em uma ambulância.
Segundo os advogados, as autoridades teriam administrado em Pike duas doses de pentobarbital. A prisioneira precisou ser hospitalizada, mas ainda não foram divulgadas informações sobre o seu estado de saúde.
Por conta da situação envolvendo a prisioneira, o governo do Tennessee resolveu suspender todas as execuções até o fim do ano, além de ordenar uma investigação sobre o incidente. Christa Pike seria executada às 10h e seria a primeira mulher a receber a pena de morte no Tennessee em mais de 200 anos.
Um tribunal de apelações ainda chegou a suspender a injeção letal cerca de uma hora antes do horário previsto para a execução. No entanto, pouco depois, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a suspensão.
Ao todo, essa já foi a segunda vez, somente neste ano, que o Tennessee não conseguiu realizar uma execução. Em maio, autoridades cancelaram a injeção letal de Tony Carruthers após os executores passarem mais de uma hora tentando, sem sucesso, conseguir acesso intravenoso para administrar o pentobarbital.
Em 1995, Christa Pike e o namorado, Tadaryl Shipp, de 17 anos, foram condenados pelo esfaqueamento e espancamento que matou Colleen Slemmer, de 19 anos, colega deles em uma instituição de treinamento profissional em Knoxville.
Por ser considerado menor de idade na época do crime, o rapaz foi condenado à prisão perpétua com a possibilidade de liberdade condicional, enquanto Pike, que já tinha mais de 18, recebeu a pena de morte.
O caso ganhou ampla repercussão porque um pentagrama gravado no corpo da vítima e outros elementos do crime alimentaram temores sobre cultos satânicos durante o chamado "pânico satânico" das décadas de 1980 e 1990.