Geral
Publicado em 01/08/2025, às 10h07 - Atualizado às 12h14 Reprodução / Freepik / Gerada por IA Leonardo Oliveira
Você já deve ter visto nos filmes que os tsunamis são retratados como ondas gigantes. Mas, na vida real, o perigo está justamente no fato de que eles podem chegar de forma discreta. O fenômeno é causado por terremotos, deslizamentos de terra, erupções vulcânicas, explosões nucleares e outros eventos que abalam o fundo do mar.
De acordo com o professor Fernando Lang da Silveira, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IF-UFRGS), “os tsunamis em alto-mar têm comprimentos de onda de, no mínimo, 10 km, podendo chegar a centenas de quilômetros. Dessa forma, a amplitude (ou ‘altura’) de um tsunami em mar profundo é, salvo exceções raras, da ordem de um metro”.
Ao contrário do que muitos imaginam, o primeiro sinal de um tsunami é o recuo repentino do mar, acompanhado por uma aparente “calmaria”. Nos filmes, as ondas sempre aparecem como paredões gigantes, mas, na realidade, elas podem variar de 1 a 30 metros de altura ao chegar à costa.
“Apesar de um tsunami atingir uma amplitude máxima de apenas alguns metros, e não dezenas ou centenas de metros como se vê nos filmes, o efeito catastrófico de inundação nas regiões costeiras, especialmente as mais planas, ocorre porque ele eleva o nível do mar por vários minutos”, explica o professor Fernando Lang ao Centro de Referência para o Ensino de Física da universidade.
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Em um tsunami, toda a coluna de água entra em movimento, diferentemente das ondas comuns, que são formadas pela ação do vento. Por isso, o maior perigo não está na altura da onda, mas na velocidade com que ela atinge a costa. A onda não quebra, como acontece na praia — ela avança de forma massiva, inundando rapidamente, destruindo estruturas e arrastando carros e casas.
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