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Publicado em 27/06/2025, às 18h48 Foto: Freepik Dan Gama
O trabalho com telemarketing é algo que exige muita paciência para solucionar os problemas dos clientes. De acordo com o jornal espanhol La Voz de Galicia, uma funcionária da área passou 7 meses ligando para si mesma com o objetivo de deixar sua linha telefônica ocupada e não trabalhar.
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A operadora trabalhava de maneira remota, e estava responsável pelo Callback, que é basicamente retornar as ligações de clientes que não conseguiram atendimento imediato, evitando longos períodos de espera.
A funcionária de telemarketing foi levada à Justiça do Trabalho. De acordo com o processo, a colaboradora utilizava o sistema interno de chamadas para discar para seu próprio telefone celular.
Com isso, ocupava a linha e impedia que a central de monitoramento detectasse sua inatividade. O padrão foi identificado após uma análise detalhada do histórico de ligações realizadas pela funcionária, que chamou a atenção por repetir o comportamento em diversos turnos de trabalho.
A empresa, ao constatar a prática, classificou a conduta como uma tentativa de fraudar o sistema de produtividade e a demitiu por justa causa. O caso foi então judicializado, e a Justiça do Trabalho analisou as provas apresentadas, que incluíam os registros de chamadas e relatórios internos.
A decisão judicial confirmou que houve má-fé por parte da trabalhadora, reforçando que a atitude representou quebra de confiança e desrespeito às obrigações contratuais. A sentença destacou que, embora não tenha havido prejuízo financeiro direto, a tentativa de enganar os mecanismos de controle configura uma violação grave do vínculo de trabalho.
O caso serve de alerta para empresas e profissionais sobre os limites éticos no ambiente corporativo, especialmente em funções onde o desempenho é medido por sistemas digitais.
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