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Publicado em 08/01/2025, às 13h23 - Atualizado às 14h25 Reprodução // site Cassi Redação Bnews
Uma segurada procurou a reportagem do BNews para denunciar o plano de saúde Cassi por causa de problemas em um tratamento contra a obesidade. O caso de Laís Nolasco foi parar na Justiça e, depois disso, a instituição teve que colaborar com seu processo de saúde.
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Quando se internou no Hospital da Obesidade, localizado em Camaçari, Laís enfrentou problemas ao receber a informação de que a Cassi não estava efetuando os devidos pagamentos para o seu tratamento. O plano, por sua vez, afirmou estar realizando os depósitos pertinentes de maneira devida:
“A Cassi vem mantendo os pagamentos de forma regular, dentro do prazo, e já realizou a este prestador R$ 690.349,03 em pagamentos recentes, somando mais de R$ 38 milhões em pagamentos nos últimos cinco anos. O que houve, no último mês, foi um aumento na quantidade de faturas apresentadas, em geral, exigindo um tempo maior de análise e respostas”, respondeu o plano, procurado pela reportagem do BNews.
“Além disso, pode haver, eventualmente, a falta de apresentação de algum documento pelo prestador, ou preenchimento incorreto da fatura. Nesses casos, a Cassi solicita a adequação para que possa dar continuidade ao pagamento. Reapresentadas as faturas e estando corretas, o pagamento é realizado. Importante destacar que os serviços realizados por meio desse prestador não têm cobertura prevista pelos planos nem fazem parte do Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar, sendo oferecidos em cumprimento a decisões judiciais”, completou o Cassi.
O hospital, também ouvido pela equipe de reportagem, garantiu que “presta serviços mediante solicitação dos planos de saúde, como é o caso da Cassi. Todos os pacientes atendidos foram motivados pela exclusiva autorização expressa da operadora, o que denota o compromisso de pagamento, ainda que o Hospital não seja parte da rede credenciada do plano”.
Em nota, a instituição de saúde continua:“O tratamento realizado pelo Hospital da Obesidade compreende uma terapia de imersão, em que, absolutamente, todos os procedimentos estão inseridos no rol da ANS. A obrigatoriedade do custeio do tipo de tratamento realizado pelo Hospital da Obesidade já foi reconhecida amplamente pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, STJ e STF.
Toda a documentação relativa à prestação dos serviços, faturas, notas, relatórios médicos, foi devidamente remetida à operadora, não existe nenhuma fatura glosada ou contestada de qualquer modo, outrossim, as portas do Hospital estão sempre abertas para que os planos possam auditar a qualquer momento as cobranças e a realização do tratamento aos pacientes. No entanto, a referida operadora permanece com um alarmante índice de inadimplência perante este Hospital, o qual já ultrapassa a marca de 2 milhões de reais, somente em títulos já vencidos. Atualmente, há diversos títulos levados a protesto e parte do débito se encontra em cobrança em seara judicial”.
Prejudicada com a situação, Laís enfatiza que “conforme decidido na justiça, me foi concedida uma liminar até o IMC 30 e com manutenção vitalícia, já que entrei no Hospital com obesidade mórbida e comorbidades graves. Agora, que estou na reta final do meu tratamento, a interrupção do meu tratamento pode influenciar não só na retomada do peso, como em uma instabilidade emocional e psicológica, colocando em risco tudo que conquistei até agora, além do risco de perder o que me foi concedido”.
Enquanto a Cassi não efetua o pagamento das faturas devidas, a segurada pode ter o tratamento interrompido, o que pode causar piora em seus problemas de saúde.
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