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Protesto do Quilombo Marielle Franco movimenta sede da Sedur por atrasos em benefícios

Moradores do Quilombo Marielle Franco realizam ato em Salvador para exigir respostas sobre benefícios essenciais atrasados.  |  BNews

Publicado em 07/07/2026, às 10h14 - Atualizado às 11h03   BNews   Camila Sales

​Na manhã desta terça-feira, moradores do assentamento Quilombo Marielle Franco (Tubarão 2) realizaram uma manifestação em frente ao prédio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e da Secretaria de Educação, na rergião do CAB. O ato teve como objetivo cobrar respostas imediatas do secretário, Joaquim Belarmino Cardoso Neto, a respeito de falhas e atrasos no repasse de benefícios essenciais para as famílias da região.

​A equipe do BNews esteve no local e acompanhou as negociações que marcaram a manhã de protestos  que gerou complicações nas imediações da secretaria logo nas primeiras horas do dia. Após negociações, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) firmou um acordo com os manifestantes para a desobstrução da via principal de acesso aos prédios.

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​Com a via liberada para o trânsito de veículos, os moradores se concentraram diretamente na porta de entrada da Sedur. A mudança de local gerou um leve congestionamento na porta da instituição devido ao grande volume de pessoas concentradas no espaço, mas garantiu o fluxo da rua.

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​Os manifestantes exigiram a regularização de acordos firmados há meses sendo a inclusão no auxílio-aluguel, exigindo que 120 pessoas da comunidade sejam imediatamente cadastradas e incluídas no recebimento do benefício, o esclarecimento sobre os motivos que levaram à suspensão do auxílio-aluguel de moradores que já dependiam da verba e a liberação urgente do pagamento destinadas a familiares do Quilombo. 

A tensão passou a ser amenizada com a chegada de Paulo César, mediador da Sedur responsável por atuar em casos de conflito e cobranças.

Em uma demonstração de compromisso com o diálogo, o servidor relatou à comunidade que compareceu ao local de trabalho especificamente para realizar o atendimento, mesmo enfrentando problemas pessoais graves. Ele também garantiu acomodação aos manifestantes caso chovesse, pedindo em troca apenas a desocupação pacífica do espaço após o acordo.

A líder comunitária, Ana Cristina, representou as famílias durante a negociação frente a frente com o mediador, dizendo:

“Você acompanha a gente desde o início. Então você sabe que esse acordo foi firmado há seis meses atrás. E o que hoje a gente tá cobrando aqui. Então a gente tá aqui pra isso. Só vamos sair daqui, com todo o respeito a você e a toda a comunidade aqui, a gente tem todo o respeito a você… Então a gente só vai sair daqui quando for tudo acertado no papel.”

​Após o diálogo inicial na área externa, os membros da comunidade foram oficialmente convidados a entrar nas dependências da Sedur. Uma comissão de representantes subiu para se reunir com os mediadores e com o superintendente do órgão, buscando, por fim, uma solução definitiva para os repasses atrasados e o assentamento das famílias.

Até o  fechamento desta matéria não se sabe o definitivo.

Classificação Indicativa: Livre


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