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Publicado em 16/01/2026, às 22h27 Reprodução / Redes Sociais Cibele Gentil
O caso do menino Davi Lucas completa quatro anos marcado pela resiliência de uma família diante de um cenário que resultou da violência extrema. Em junho de 2022, durante um final de semana de convivência com o pai, a criança, então com apenas 4 anos de idade, foi submetida a tortura e espancamento por parte da madrasta.
A gravidade das agressões resultou em uma lesão cerebral irreversível, além de outros ferimentos, incluindo hematomas por todo o corpo, cortes na região genital e a ingestão forçada de um objeto plástico encontrado posteriormente no estômago do menino.
De acordo com os relatos da mãe da criança, sinais de maus-tratos já haviam sido denunciados anteriormente à polícia, mas as visitas à casa do genitor foram mantidas. Mensagens trocadas por aplicativos já indicavam o temperamento agressivo da madrasta. O menino também apresentava queixas sobre o comportamento da companheira do pai sempre que retornava das visitas de final de semana. O genitor teria omitido as agressões, permitindo que a violência atingisse níveis fatais.
A sobrevivência de Davi Lucas é considerada um milagre pela equipe médica que o atendeu, após o menino passar cerca de 20 dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva. Atualmente, a criança convive com as sequelas severas do crime. Hoje, Davi depende de aparelhos para respirar e se alimenta por meio de sonda.
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