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Publicado em 18/09/2025, às 10h48 - Atualizado às 11h08 Reprodução / Vídeo / ICL Leonardo Oliveira
Mauro Caputti Mattosinho, piloto de aeronave de 38 anos, foi o homem que reconheceu Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", empresário citado em reportagem do Fantástico, da TV Globo, sobre adulteração de combustíveis e fraudes fiscais. O empresário era um dos clientes mais frequentes dos voos que o piloto realizava para a empresa Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), da qual era funcionário.
"Percebi que o que estava acontecendo ali era muito mais grave do que eu poderia imaginar. Entendi que eu deveria ficar atento (...), comecei a observar o tipo de voo que a gente estava fazendo, as pessoas que estavam circulando conosco, os destinos que a gente estava frequentando e tudo que se disse na reportagem do Fantástico naquele momento pareceu fechar a conta", contou em entrevista ao ICL Notícias.
O piloto contou que o empresário parou de aparecer nos voos da TAP, depois da reportagem. No entanto, Mauro continuava realizando voos para um sócio do empresário, conhecido como Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco".
Os dois são líderes de um esquema que usava postos de combustível e fundos de investimento para lavar dinheiro para o PCC, de acordo com a Polícia Federal, e estão foragidos da polícia desde 28 de agosto.
Aproximação e mais informações
Segundo o piloto, depois de se aproximar do dono da TAP, o piloto Epaminondas Chenu Madeiro, começou a ouvir histórias sobre negociaçãoes ilícitas com políticos, a exemplo do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, lobistas e empresários suspeitos de relação com o crime organizado.
Sua indignação o levou a procurar o veículo da ICL. Após isso ele se filiou ao PSOL, mas não exerceu atividade política. O piloto continuou prestando serviços para a empresa de táxi aéreo e reuniu informações sobre os voos com atitude suspeita que presenciou após um episódio que ocorreu quando ainda tinha 29 anos.
Ele foi diagnosticado com câncer no fígado e após passar por uma cirurgia em que retirou o tumor, decidiu que buscaria outro propósito para a vida. "Não estou falando de redenção pessoal. Inclusive, sequer acredito em redenções pessoais. Eu acredito em coisas estruturais. Mas, naquele momento, estava claro para mim que as coisas que eu fazia não eram as coisas mais importantes", declarou.
O primeiro salário que recebeu na TAP, era de R$ 8 mil, pagos por fora, que só foi registrado na carteira em outubro de 2024. Seu último salário. Parte do seu salário, que girava em torno de R$ 17 mil era feito por transferência do BK Bank, acusado de lavar dinheiro para o PCC.
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