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Sargento da Polícia Militar fala sobre missão de ser pai solo de duas adolescentes

Em entrevista ao Bnews, o sargento PM Ricardo Silva Ribeiro abriu o coração sobre as emoções da paternidade  |  Divulgação

Publicado em 11/08/2024, às 08h00   Divulgação   Silvânia Nascimento

Não estava nos seus planos, porém, por vontade de uma força maior, do destino ou do universo, o sargento PM Ricardo Silva Ribeiro, 46 anos, recebeu uma das missões mais desafiadoras da sua vida: ser pai solo de duas garotas, hoje, adolescentes.

Ele, que é lotado na Companhia Independente de Polícia de Guarda (CIPGd) de Feira de Santana, tornou-se pai aos 31 anos. Na época, Ribeiro ainda era casado com a mãe das jovens, mas, em um determinado momento, a relação entre o casal já não estava fluindo muito bem, e, quando as crianças ainda tinham 8 e 7 anos, eles optaram pela separação.

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O Bnews conversou com Ricardo e, durante o bate-papo, ele revelou os desafios, os aprendizados e, claro, o novo sentido que sua vida ganhou com chegada da missão de ser pai solo. "Quando nos separamos minha filha mais velha disse que queria ficar comigo. E a mais nova, disse que queria ficar com a irmã. Então, as duas ficaram comigo. E eu agradeço por isso. No início foi um baque, muito difícil, mas as coisas foram tomando forma. Sempre fiz elas entenderem que, primeiro, a gente cuida das obrigações, e depois vem a diversão. Mas tive o apoio de minha mãe, principalmente nos dias em que eu estava trabalhando. Era ela que ficava com as meninas, levava e pegava na escola", contou.

Nesse período em que as garotas (Alanna, que atuamente tem 15 anos, e Alycia, 13) ainda eram crianças, um dos momentos mais delicados que policial relata ter passado, foi durante o curso de formação para a patente de cabo, já que precisou ficar aquartelado durante 15 dias e, consequentemente, distante fisicamente das filhas.

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"A princípio eu fiquei muito apreensivo porque, de imediato, eu me perguntei: com quem eu vou deixar as minhas filhas? Mas aos poucos as coisas foram se organizando e, nesse período, elas ficaram com minha mãe. Quando o curso começou, sempre que eu tinha um espaço eu fazia ligação de vídeo para elas várias vezes ao dia", lembrou o sargento. 

Além dos ensinamentos éticos e moral, da educação e das instruções passadas para que as filhas sigam sempre o caminho do bem, o policial também precisou estar atento a outras questões, a exemplo da chegada da primeira menstruação das garotas. Para ele, esse também foi um momento delicado, mas que assim como os outros, foi superado. "Eu já vinha comprando absorventes e guardando em casa. Um dia à noite, eu estava trabalhando, e minha filha mais velha menstruou pela primeira vez. Ela me ligou e contou. A caçula ficou mais acanhada, mas aí a irmã foi orientando ela. De certa forma foi uma fase difícil, mas encarada com naturalidade e deu certo", disse.

Apesar dessa e outros momentos desafiadores que eles passaram e passam juntos, o sargento se diz grato e abençoado por essa missão paterna 'carreira solo' que lhe foi dada. "A príncipio, filho é presente de Deus. Isso por si só, já é motivo para se alegrar. Minhas filhas fizeram eu amadurecer antes do tempo. Elas me deram um amadurecimento maior e em menor tempo. O valor das minhas filhas para mim é imensurável. Espero que Deus me dê a honra de vê-las formadas, casadas e com uma família construída", concluiu o policial. 

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