Manifestação

Movimentos desprezam Cunha e defendem queda de Dilma

Publicado em 11/10/2015, às 14h47   Vagner Sousa   Leo Barsan (Twitter @leobarsan)

Coordenadora  de movimentos em defesa do impeachment, Carla Zambeli

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Ao todo, 45 movimentos no Brasil atuam em defesa do impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff. Deste total, 43 contam com a participação de Carla Zambeli, que esteve neste domingo (11), em Salvador, na estreia da turnê de ‘Bandilma’, boneca inflável da chefe do Planalto, pelo Nordeste.

A pauta principal dos protestos é o impedimento da presidente na condução do verno federal. No entanto, Zambeli disse, em entrevista ao Bocão News, que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também está na mira dos movimentos. O parlamentar federal é investigado na Operação Lava Jato.

“Ele (Cunha) nunca foi nosso aliado, apesar da coragem de colocar em votação a questão da maioridade penal e do voto impresso. No entanto, mesmo tendo rompido com o governo, agora ele já retrocede quando o assunto é o impeachment”, disse a líder, acrescentando que os movimentos ratificaram a tese de impeachment apresentada por Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT. “Já são mais de 1,5 milhão de assinaturas”.

Para Zambeli, a queda de Cunha só interessa se ocorrer após a saída de Dilma. “Que o deputado caia depois da presidente. Temos que separar o presidente da Câmara do político investigado. Ele deve trabalhar com isenção”, definiu a coordenadora.

PMDB

A líder classificou o partido de Eduardo Cunha, o PMDB, como o “motor que mantém o governo Dilma aceso”. “Vamos desligar e pressionar”, arrematou Zambeli. Segundo ela, por onde ‘Bandilma’ passar, os parlamentares oposicionistas serão mapeados. “Nosso movimento é apartidário, mas contamos com os deputados federais e estaduais de cada região para que nos ajude no sentido de retirar a presidente da República”.

A coordenadora enumerou quatro possibilidades para o atual cenário político brasileiro. “Dilma continuar até 2018, Deus me livre!; a renúncia, que é um processo difícil por causa da personalidade dela; a cassação, que pode ser feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral); e o impeachment, que é a saída mais rápida”.

“A gente esperava a reprovação do TCU. Tecnicamente, houve pedalada fiscal e Dilma está apta para o processo de impeachment. Cabe a Cunha colocar em análise para provar que está do lado do povo e não de interesses próprios. Com o senador Renan Calheiros a gente nem conta porque ele é um vendido”, ressaltou Zambeli, avisando que o presidente do Senado também será alvo de protestos quando ‘Bandilma’ chegar a Maceió, em Alagoas.

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