Meio Ambiente
Publicado em 05/11/2025, às 13h33 - Atualizado às 13h35 Divulgação / Grupo Náutica Verônica Macedo
O projeto rumo a embarcações autossuficientes, de explorações e pesquisas científicas movidas a hidrogênio, a partir da água, terá uma representatividade durante a 30ª Conferência das Nações Unidas. O lançamento do barco de 36 metros, o JAQ H1, com sua “hotelaria” operacionalizada com o uso do hidrogênio, será lançado no dia 9 de novembro, véspera da abertura da COP30, a bordo. Concebida como um avançado laboratório flutuante, o barco JAQ H1 será dedicado à promover educação ambiental e pesquisas dos biomas marinhos e fluviais brasileiros.
O sucesso da iniciativa, idealizada por Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, que atua no setor há mais de cinco décadas com soluções de alto impacto ao país e com participação em inúmeras campanhas ambientais, traz outros nomes de peso ao projeto JAQ Hidrogênio. Entre eles, o Itaipu Parquetec: parque tecnológico ligado à maior hidrelétrica do Brasil. Itaipu já é um centro de referência em pesquisa e desenvolvimento e garante que o hidrogênio utilizado no projeto seja produzido através de eletrólise alimentada por eletricidade de fontes renováveis.
Outro dos elementos disruptivos é a utilização da expertise industrial em tecnologia por meio da participação da Great Wall Motor (GWM). Também integra a parceria a alemã MAN, fabricante global de motores por meio de engenharia de alta eficiência. Já as soluções de mobiliário e design na hotelaria dos barcos será apoiada pela Artefacto, referência em design de alto padrão brasileiro. Com campanhas ativas voltadas à sustentabilidade e energia solar utilizada na produção, a Heineken também integra o hall de parceiros no projeto, assim como o premiado Café Orfeu.
O roteiro para a autossuficiência: O projeto JAQ Hidrogênio está sendo implementado de forma faseada, uma estratégia do grupo para gerenciar o risco da adoção de um combustível totalmente novo.
Fase 1 (2025 – Apresentação na COP30): O primeiro barco, o JAQ H1 (de 36 metros), fará sua estréia formal na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, em Belém (PA). Nesta fase, a embarcação estará com o sistema tecnicamente pronto para operar a sua hotelaria – iluminação, ar-condicionado e serviços de bordo – com hidrogênio verde.
Fase 2 (abril de 2026): Durante o Rio Boat Show, em abril de 2026, no Rio de Janeiro, essa embarcação, a JAQ H1, será apresentada com a utilização de motores híbridos de alta eficiência (com tecnologia MAN), e deve reduzir as emissões de CO2 em até 80% durante a navegação.
Fase 3 (2027 - autossuficiência): O salto tecnológico ocorrerá em 2027 com o lançamento do barco JAQ H2, de 50 metros. Esta embarcação será capaz de produzir seu próprio hidrogênio a bordo. A tecnologia incluirá a extração da água do mar, dessalinização e, em seguida, o uso de um eletrolisador a bordo para quebrar a molécula. O hidrogênio gerado em ciclo fechado alimenta a célula de combustível, que, por sua vez, energiza os motores elétricos. A inovação confere uma autonomia operacional inédita e 100% livre de emissões.
Além disso, o Projeto JAQ assinou recentemente um Memorando de Entendimentos (MoU) com o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, que será a base de testes a partir de 2026. O acordo abrange estudos de viabilidade comercial, ambiental, financeira, jurídica e contábil.
Ao apresentar sua tecnologia de eletrólise a bordo na COP30, o Projeto JAQ posiciona o Brasil como um centro de soluções tecnológicas em navegação sustentável, capaz de gerar um modelo replicável ao mundo.
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