Meio Ambiente
Publicado em 11/11/2025, às 21h21 BNews Melissa Lima
Durante a COP30, em Belém, o presidente da SBCOP, Ricardo Mussa, conversou com o BNews sobre o desafio e a oportunidade de descarbonização do setor produtivo no Brasil.
A SBCOP é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para engajar empresas em tecnologias de baixas emissões. Sobre o assunto, Mussa detalhou a atuação da SBCOP.
"A gente apresentou para os negociadores da COP o que o setor privado coloca como prioridade. Eu acho que é a primeira vez que o setor privado tem uma representatividade tão grande e a ideia agora é conseguir influenciar na negociação e, principalmente, através do exemplo", disse.
"A gente criou um concurso para as 40 milhões de empresas apresentarem aqui em Belém as melhores ideias, os melhores casos de sucesso e, através dos casos de sucesso, a gente está conseguindo influenciar os negociadores da COP para ir no caminho correto", completou.
Ele ainda falou sobre a importância de trazer a discussão na COP, influenciando em um legado positivo para o mundo.
"Acho que é um dos grandes legados que o Brasil está deixando também para a COP: uma melhor organização do setor privado e a gente vai replicar esse modelo nas próximas COP. Isso é muito bom porque a gente começa a ter uma voz para poder falar, poder participar mais das negociações como está sendo aqui em Belém".
Mussa também destacou a importância do Brasil, afirmando que o país tem mais a ensinar do que aprender.
"O Brasil está na solução e na parte do problema. O Brasil tem muito mais a ensinar do que aprender nessa questão especificamente. Aqui no Brasil a gente tem uma energia muito barata, renovável, que não chega ainda para a indústria no patamar de custo que deveria chegar. A gente hoje tem um potencial enorme de aumentar a indústria brasileira, de regular melhor o setor e fazer essa energia que tem um custo barato de produção chegar na indústria com um custo competitivo e atrair mais investimento".
"A oportunidade aqui em Belém é de demonstrar isso para o resto do mundo, então eu acho que hoje a gente está aqui sendo a vitrine de ver essa potência que é e está sendo a vitrine para o mundo do que dá para ser feito, isso eu espero que traga muito investimento principalmente para a indústria aqui do Brasil pós cópia, sem dúvida nenhuma", completou.