Meio Ambiente

Governo do Azerbaijão reforça repressão contra jornalistas e ativistas; entenda

Conferência vai acontecer entre os dias 11 e 22 de Novembro no país que possui governo de regime autoritário  |  Divulgação

Publicado em 05/11/2024, às 08h30   Divulgação   Publicado por Vagner Ferreira

Às vésperas da 29ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 29), que vai acontecer entre os dias 11 e 22 de Novembro, o país-sede, Azerbaijão, que possui um governo de regime autoritário, comandado pelo presidente Ilham Aliyev, intensificou as repressões contra ativistas e jornalistas, na justificativa de combater a imprensa livre. 

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, no geral, foram detidos ao menos 12 jornalistas de veículos de imprensa independentes, além de ativistas conhecidos. Um das pessoas presas foi o ativista Anar Mammadli, do grupo Iniciativa pela Justiça Climática, que desejava aproveitar a cúpula do clima para pressionar o governo sobre temas relacionado a direitos humanos e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

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As prisões começaram no ano passado. Entretanto, era esperado que, com as pressões sociais para manter uma imagem positiva diante dos demais países, as coibições fossem reduzidas, o que não aconteceu. 

Para o pesquisador Stefan Meister, que dedica seus estudos ao Azerbaijão e outras partes da antiga União Soviética para o Conselho Alemão de Relações Exteriores, a repressão tem se intensificado justamente para evitar críticas sobre a Conferência.

"Não vemos uma repressão como essa no país há muito tempo", afirmou em reportagem o pesquisador Stefan Meister, que dedica seus estudos ao Azerbaijão e outras partes da antiga União Soviética para o Conselho Alemão de Relações Exteriores.

O presidente disse em reportagem que as críticas internacionais sobre o fato fazem parte de uma ‘campanha difamatória’. Já o conselheiro de política externa de Aliyev, Hikmet Hajiyev, disse que todas as ações são realizadas perante a lei. "Ser jornalista e ser representante da sociedade civil não significa que alguém deva estar acima da lei", disse.

A organização de notícias independente do Azerbaijão, a Abzas Media, que se compromete a apurar a corrupção entre os funcionários do governo Azerbaijão, é um dos grupos que está tentando cobrir a conferência. No entanto, seis de seus jornalistas foram presos desde o início da repressão. A jornalista Leyla Mustafayeva, da Abzas Media do exílio em Berlim, disse em reportagem que a cúpula vai tirar toda a atenção dos abusos aos direitos humanos do país. "Este evento vai encobrir completamente todos esses problemas", disse.

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