Meio Ambiente
Publicado em 16/06/2026, às 11h59 BNews Lucas Pacheco
Na manhã desta terça-feira (16), Yanna Karoline Costa, do Projeto Sustentabilidade da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), participou do projeto Junho Verde 2026 do BNews e, durante entrevista, exaltou a adoção de práticas sustentáveis pela associação, apontando como a sustentabilidade está inserida no dia a dia das propriedades produtoras de algodão na Bahia.
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A entrevistada discutiu a percepção de parte da sociedade de que o agronegócio e a preservação ambiental são temas opostos e destacou como a Abapa trabalha para mostrar que produção e conservação podem caminhar juntas.
"O nosso produtor é o principal interessado da sustentabilidade, do meio ambiente, até mesmo no seu empreendimento. Porque sem a sustentabilidade e ter as boas práticas pra garantir que ele tenha um solo saudável, que ele tenha os recursos hídricos, que a gente tenha ali vegetaçõ, a gente não existe. Então, o produtor, ele sempre tem ali buscado, além do que a legislação cobra, as questões de boas práticas, quanto a área de proteção, atividade de conservação, monitorar a fauna, a flora, sempre faz a gestão da questão hídrica, faz o controle pluviométrico quando a gente tem áres irrigadas. O diferencial aqui nosso, da Bahia, é que a nossa irrigação pra cultura ela não é 100% dependente da irrigação. A irrigação ela vem pra complementar a exigência da cultura", afirmou.
Yanna também falou sobre o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), uma das principais iniciativas do setor, e elencou quais são os critérios ambientais exigidos para que uma fazenda obtenha essa certificação.
O protocolo ABR é o padrão nacional de certificação socioambiental do algodão no Brasil, idealizado em 2012 pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) a partir da unificação de iniciativas regionais. Ele é gerenciado e implementado com a missão de que, safra a safra, seja possível aumentar ainda mais os padrões de sustentabilidade da pluma produzida no país.
"Ele é um programa que é conduzido no Brasil inteiro e nós da associação a gente fica responsável por ajudar o contnicutor da Bahia e do Tocantins a se regularizar perante essa forma de certificação. Esse produtor ele tem que ser atestado por meio de vários itens de certificação, a gente tem 180 itens pra fazer essa avaliação dessa propriedade e a legislação trabalhista nacional e internacional, legislação brasileira, código florestal, verifica-se toda a parte fundiária, verifica se aquela lavoura está sendo conduzida respeitando a saúde do solo, se tem uma gestão hídrica, se tem bos práticas de manejo e conservação (...). O programa tem um pilar de gestão social, gestão ambiental e a gente dá todo esse apoio orientativo aos produtores que são voluntários a participar do programa", disse.
Ela também ressaltou como a tecnologia e a inovação ajudam os produtores a serem mais sustentáveis e eficientes ao mesmo tempo e apresentou dados de projetos sociais oriundos de parcerias com ações ambientais.
Veja a entrevista na íntegra:
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