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Publicado em 18/02/2017, às 14h15 Reprodução Folhapress
Autoridades da Malásia anunciaram a prisão de uma quarta pessoa supostamente ligada à morte de Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong-um. Desde 2001 vivendo no exílio, Kim Jong-nam morreu na última segunda, no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur.
A polícia suspeita que as duas mulheres envenenaram Kim Jong-nam enquanto ele esperava um voo para Macau. Na sexta-feira, o chefe da polícia da Indonésia disse que Aisyah afirmou ter sido enganada ao pensar que o ataque a Jong-nam fosse uma pegadinha.
AUTÓPSIA
Autoridades da Malásia disseram a Associated Press que uma segunda autópsia foi feita no meio-irmão do líder norte-coreano. Os resultados do primeiro procedimento teriam sido inconclusivos.
A segunda autopsia enfureceu a Coreia do Norte, que prometeu rejeitar os resultados e exigiu que a Malásia entregue o corpo imediatamente. O embaixador norte-coreano Kang Chol disse que as autoridades malaias conduziram a autópsia em Kim Jong-nam de forma unilateral e sem a presença da Coreia do Norte.
O oficial sênior da polícia da Malásia, Abdul Samah Mat, negou a realização da segunda autópsia. Ele disse que os resultados da primeira autópsia ainda não foram divulgados.
A Malásia é um dos poucos países a ter laços diplomáticos com a Coreia do Norte, tendo cada país uma embaixada na capital do outro país.