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China relata quatro novos focos de peste suína africana

Dez porcos morreram da doença e outros dez adoeceram   |  REUTERS/Scott Morgan

Publicado em 17/11/2018, às 22h47   REUTERS/Scott Morgan   Folhapress

Quatro novos focos de peste suína africana foram registrados nas províncias chinesas de Jiangxi, Yunnan e Sichuan, bem como no município de Xangai, informou o Ministério da Agricultura neste sábado (17).

Dez porcos morreram da doença e outros dez adoeceram em uma fazenda com 150 porcos na província de Jiangxi, no sudeste do país, informou o ministério em seu site. Outros 348 porcos serão abatidos na província de Yunnan, no sudoeste do país, acrescentou.

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Uma fazenda com 314 porcos no distrito de Jinshan, em Xangai, foi afetada, informou o ministério. Onze dos porcos morreram enquanto outros 50 estavam infectados.

O vírus apareceu na União Europeia pela primeira vez em 2014, mas ficou restrito à região leste, como os Estados do Báltico, a Polônia e a Romênia. Em setembro, autoridades francesas afirmaram que casos confirmados na Bélgica representam uma disseminação sem precedentes da doença.

A França divulgou em outubro que colocaria cercas ao longo de sua fronteira com a Bélgica para impedir que os javalis disseminem a peste suína africana.

Os casos belgas foram registrados a cerca de 60 quilômetros da Alemanha, maior produtora de carne suína do bloco, por enquanto imune à doença. O Ministério da Agricultura da Alemanha ressaltou o cumprimento rigoroso de medidas de biossegurança e informou que está finalizando um projeto de lei com o objetivo de combater um surto em javalis.

Sem vacina para proteger os animais,  pesquisadores afirmam que o vírus letal –capaz de sobreviver por mais de um ano em um presunto curado –provavelmente se espalhará rapidamente entre os 433 milhões de porcos da China e chegará a outros países, possivelmente até mesmo aos EUA.

Em relatório de março, a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) concluiu que a doença provocaria "consequências devastadoras" para a saúde animal e para a segurança alimentar. Do país, o vírus poderia se espalhar pela Ásia, inclusive pela vizinha península coreana.

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