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Brasileiro capturado após ir para guerra por dinheiro faz desabafo forte: 'não vale a pena'; ASSISTA

O Itamaraty reitera que a participação de brasileiros em guerras no exterior é complexa e recomenda cautela em propostas de recrutamento  |  Reprodução

Publicado em 24/06/2026, às 12h28 - Atualizado às 13h37   Reprodução   Camila Sales

Foi confirmado, nesta quarta-feira (24), que Herik Ferreira Soares, de 23 anos, realmente foi capturado por forças militares russas durante a guerra na Ucrânia. Segundo o Itamaraty, a Embaixada do Brasil em Moscou mantém contato com a família do paraense e já presta assistência consular.

O caso tomou proporções nas redes sociais quando um vídeo de Herick foi compartilhado onde ele relata que viajou para a Ucrânia ciente de que iria exercer função de apoio, distante de qualquer combate.  

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“Eles mentiram para mim e me enviaram para a linha de frente, para um confronto intenso. Não era isso que tinham prometido. Meu serviço não era de combatente”, disse ele.

O rapaz também relata que se arrepende da decisão e que, segundo ele, os estrangeiros são tratados como “descartáveis” e usados para suprir as necessidades das tropas locais. 

Herik se desculpou à família por não  ter seguido os conselhos e retornar à Ucrânia depois de passar um tempo no Brasil no ano passado. “Mãe, me perdoa por não ter escutado o que a senhora disse e por ter voltado para esse inferno”, disse e então continuou, alertando as pessoas que o assistem: 

“Pense bem antes de vir para cá e perder algo muito maior, que é a sua família. Não compensa vir atrás de dinheiro sujo, um dinheiro que não vale a pena. Não deixe a segurança da sua família para participar de uma guerra que não é sua” concluiu. 

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O Itamaraty reforçou que a assistência consular a brasileiros em exércitos estrangeiros é complexa devido aos compromissos de alistamento e à natureza dos conflitos, retomando a recomendação para que cidadãos não participem de guerras no exterior.

Este episódio ganha destaque diante dos avisos do governo sobre o recrutamento para frentes de batalha internacionais. Em fevereiro deste ano, o Itamaraty já orientava a recusa de propostas de trabalho ligadas a conflitos, alertando que o desligamento dessas forças é difícil e que o apoio diplomático pode ser restrito pelas cláusulas assinadas no recrutamento.

Até a última atualização desta reportagem, as autoridades brasileiras não detalharam o estado atual da detenção de Herik ou a existência de planos para o seu retorno ao país.

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