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Bactéria resistente a antibióticos se espalha rapidamente pela Ásia

Essa resistência bacteriana, que surgiu na Ásia, pode levar a uma nova era de "infecções pós-antibióticas"  |  Reprodução l Freepik

Publicado em 11/11/2024, às 11h06   Reprodução l Freepik   Redação Bnews

Uma nova cepa de bactéria resistente a antibióticos está se espalhando rapidamente pela Ásia, o que representa o risco à saúde pública, segundo os cientistas.  A disseminação da Acinetobacter baumannii, particularmente a variante ST164, mostra alta resistência ao carbapenem, um dos antibióticos de amplo espectro mais utilizados para tratar infecções graves.

O aumento da resistência bacteriana pode levar a uma nova era de "infecções pós-antibióticas", onde até mesmo as infecções mais simples se tornarão difíceis de tratar.

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Uma das características mais preocupantes da Acinetobacter baumannii é sua capacidade de infectar rapidamente os pacientes, podendo causar infecções em até 48 horas após a internação. Isso exige medidas rigorosas de controle dentro dos ambientes hospitalares, especialmente em unidades de terapia intensiva, onde o risco de infecção é mais elevado.

O estudo, realizado em colaboração entre as universidades de Birmingham, no Reino Unido, e Zhejiang, na China, identificou a cepa resistente em uma unidade de terapia intensiva (UTI) na cidade de Hangzhou, durante uma pesquisa sobre medidas de prevenção e controle dessa bactéria em 2021. O trabalho destaca a rápida propagação da variante ST164 desde meados de 2020, o que tem gerado crescente preocupação entre os especialistas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia classificado a Acinetobacter baumannii resistente a carbapenem (CRAB) como uma das maiores ameaças à saúde global, destacando a necessidade urgente de novos tratamentos para combater essa resistência. Em 2017, o CRAB foi colocado no topo da lista de microrganismos prioritários para os quais são necessários novos antibióticos.

Mas, há esperanças para combater essa nova cepa, um antibiótico zosurabalpina, desenvolvido por uma parceria entre a Universidade de Harvard e a farmacêutica suíça Hoffmann-La Roche. No entanto, o medicamento ainda está em fase de testes, e sua disponibilidade para uso clínico pode levar mais tempo.

Classificação Indicativa: Livre


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