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Publicado em 28/04/2025, às 15h51 - Atualizado às 17h04 Divulgação | Shutterstock Redação BNews
Alguns países da Europa tem enfrentado um 'apagão geral', em decorrência de um fenômeno conhecido como vibração atmosférica induzida, que causou a interrupção no fornecimento de energia elétrica. A falha teria ocorrido inicialmente na rede elétrica espanhola, mas afetou outras localidades.
Um dos países afetados foi Portugal. De acordo com a operadora de redes energéticas REN, que atua no território lusitano, o restabelecimento pode demorar até uma semana, devido à complexidade do fenômeno e à necessidade de "equilibrar os fluxos elétricos internacionais".
Influenciadora baiana, Bruna Canuto mora em Madri e relatou em seus stories sobre a situação que atingiu toda a Espanha. Em contato com a equipe de reportagem do BNews, ela deu mais detalhes acerca do ocorrido.
"Está sendo terrível, algo inesperado [...] Eu estava prestes a sair de casa quando me dei conta que a luz apagou. Nada estava funcionando e quando a gente desceu realmente nos demos conta que não era só aqui. Começaram os chamados de ambulâncias, polícia e tudo. Um sentimento de medo", explicou Bruna.
Eu me dei conta de que não estava nada bem quando eu entrei no mercado, porque não tinha nada nas prateleiras, não tinha um pão. As pessoas estavam indo nos enlatados. A gente não conseguia pegar muita coisa, porque já estava tudo vazio. Os lugares todos fechados. Esse era um dos poucos supermercados que ainda estavam abertos. Aquela sensação de que a gente não sabe se pode acontecer algo e se pode ser algo ainda pior ou quantos dias, quantas horas mais. Se meu celular descarregar, eu não tenho como falar com meu filho", completou.
Já a DJ Ana Julieta Garcia, de 35 anos, relatou a experiência com o apagão. Em contato com o BNews, a soteropolitana que atualmente também reside em Madri revelou que a energia tinha retornado a poucos minutos, mas que algumas coisas ainda estavam apresentando instalibilidade.
"As portas das casas, que são elétricas, todas são elétricas, estavam abertas para o pessoal poder entrar. As pessoas todas na rua, uma 'vibe' meio interior. Dois turistas vieram me pedir informação de mapa, porque estão acostumadas a andar por Google Maps. Não tinha mais pão, muitos mercados fecharam. As vendinhas estavam abertas, mas muita coisa tinha acabado", relatou Ana Julieta.
Tinha muita polícia na rua, eu estava escutando da minha casa os helicópteros e as sirenes, cheguei a ficar assustada achando que tinha alguma coisa [...] Eu moro no centro antigo da cidade, como se fosse Pelourinho ou Carmo (em Salvador). Eu não vi como estavam os centros administrativos da cidade,não cheguei a ver como estavam essas partes, então não sei exatamente como essas pessoas vivenciaram", concluiu.