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Publicado em 24/09/2026, às 14h41 - Atualizado às 15h41 O companheiro da brasileira pediu ajuda ao atendimento médico para acalmá-la, mas durante o processo Iara foi entregue ao ICE - Redes Sociais Elisa Martins
Uma brasileira, identificada como Iara do Carmo Santana, foi detida pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) após acionar serviço de emergência devido a uma crise mental por perder uma gestação espontaneamente. O caso aconteceu em Malden, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.
Segundo a mulher, de 29 anos, e o noivo, Gabriel Lemos, a intenção era pedir ajuda ao atendimento para que ela se acalmasse. Contudo, Iara foi presa sob alegação de ter agredido o companheiro, ao invés de ser encaminhada diretamente para atendimento médico.
Grávida de seis semanas, a brasileira descobriu, em agosto, que o feto não estava apresentando batimentos cardíacos. Segundo ela, foi necessário passar por um procedimento para esvaziamento do útero e tomar medicamentos durante a recuperação. O casal já tem um filho, de 6 anos.
Em 3 de setembro, Gabriel Lemos acionou o serviço de emergência no momento em que a noiva estava passando por uma desestabilização emocional. O noivo nega ter sido vítima de agressão.
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A brasileira foi entregue ao ICE, órgão responsável por fiscalizar e aplicar as leis de imigração nos Estados Unidos, após permanecer sob custódia da polícia de Malden por, aproximadamente, 6 horas. Registros informam que ela chegou ao país de forma irregular por meio da fronteira do México, em 2021, mas recebeu permissão de trabalho. Também há uma audiência relacionada ao seu pedido de asilo marcada para 2029.
A mantiveram no centro de detenção de imigrantes em Burlington por três noites, onde não recebeu os medicamentos recomendados em relação a perda do feto e dormiu no chão, de acordo com o relato de Iara. Posteriormente, ela desenvolveu uma infecção e problemas para se movimentar.
Em 8 de setembro, o juiz Leo T. Sorokin determinou que não houvesse transferência para outro estado nem deportação.
A brasileira foi liberada e passou a responder em liberdade pela acusação de agressão, mas ainda espera uma definição sobre a situação migratória. O advogado dela, Todd Pomerleau, contesta a versão de que o episódio justificaria a prisão.
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