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Brasileira na Flórida relata cenário com aproximação do Furacão Milton: 'supermercados vazios e falta de gasolina em postos'

Fenômeno deve atingir a região entre a noite desta quarta-feira (9) e a madrugada de quinta-feira (10).  |  Arquivo Pessoal

Publicado em 09/10/2024, às 15h42 - Atualizado às 15h50   Arquivo Pessoal   Adelia Felix

A brasileira Nicole Martin Sousa, de 21 anos, que vive há três anos em Orlando, na Flórida (EUA), compartilhou em entrevista ao BNEWS sua experiência com a aproximação do Furacão Milton. Segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC), o fenômeno deve atingir a região entre a noite desta quarta-feira (9) e a madrugada de quinta-feira (10).

De acordo com a estudante, as autoridades locais adotaram medidas drásticas de precaução, como o cancelamento de aulas e o fechamento de empresas. "Desde segunda-feira, as aulas foram suspensas até quinta. Algumas empresas também fecharam. Aqui em Orlando, estamos sendo orientados a ficar longe das janelas por conta do risco de queda de árvores. As orientações mais importantes são para realmente ficarmos dentro de casa", explicou.

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Ela relatou que as autoridades distribuíram sacos de areia para ajudar a evitar alagamentos, uma das principais preocupações diante das chuvas fortes e dos ventos intensos que se aproximam. Nicole também descreveu o impacto na rotina dos moradores. "Os supermercados já estão sem água e papel higiênico. Nos postos, muitos já estão sem gasolina. As pessoas estão deixando as áreas mais afetadas e indo para lugares mais seguros", relatou. Em Tampa, uma das áreas mais críticas, as autoridades emitiram ordens de evacuação.

Nicole expressou seu temor com a chegada do furacão, que foi rebaixado de categoria 5 para 4, mas ainda é considerado extremamente perigoso, com ventos de até 260 km/h. "Mesmo aqui em Orlando, onde o impacto não deve ser tão grave quanto em Tampa, a preocupação é grande. Vai ser um dos furacões mais feios da história da Flórida. Estamos muito apreensivos", afirmou.

A estudante ressaltou a sensação de vulnerabilidade diante da imprevisibilidade de uma força da natureza tão devastadora. Ela lembrou do furacão Helene, que deixou ao menos 200 mortos e mais de um milhão de desabrigados após sua passagem no início do mês. "A gente não sabe se vai ser da mesma maneira ou até pior que o Helene, então, estamos apreensivos, mas a gente segue aqui em casa, todo mundo em casa”, completou.

Enquanto a Flórida se prepara para o impacto de Milton, mais de um milhão de pessoas já foram evacuadas, e os moradores permanecem atentos às orientações das autoridades para enfrentar um dos maiores desafios climáticos da última década.

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