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Publicado em 01/09/2025, às 08h54 Ilustrativa | Freepik Emilly Giffone
Uma brasileira de 30 anos viveu momentos de tensão ao ter um voo de Paris para Lisboa cancelado. A moça afirmou que sofreu uma tentativa de estupro em um quarto de hotel.
O voo que faria para Lisboa foi cancelado e os passageiros foram informados que seriam hospedados em um hotel. Para surpresa dela, a estadia seria compartilhada com pessoas desconhecidas.
Segundo informações divulgadas pelo O Globo, ela comunicou o cancelamento ao Portugal Giro, informando que o voo TP 439 das 21h05m de 31 de maio foi cancelado e reprogramado para 1º de junho, às 10h20m.
A brasileira contou que os passageiros já haviam embarcado, mas foram orientados a sair do avião e seguir para o balcão de atendimento da TAP, onde o vousher dos quartos foram distribuidos.
"Fui informada por funcionária da TAP que não havia quartos individuais suficientes e que eu teria que dividir um quarto com outros passageiros. Eu me recusei, exigindo um quarto só para mim, mas fui informada que essa não era uma opção: ou aceitava, ou pagava do próprio bolso, algo inviável para mim em Paris", relatou ela.
No quarto em que ela foi colocada, estavam uma alemã e um brasileiro, ambos desconhecidos, apenas identificados no voucher. A moça relatou que ao anoteicer, a mulher se ausentou e a tentativa de estupro aconteceu.
"Durante a noite, a alemã saiu do quarto e eu fui acordada com o homem nu em cima de mim, beijando meu pescoço, me segurando, tentando me estuprar. Por sorte, consegui me defender, gritei e ele deixou o quarto. Ainda assim, as marcas do episódio permanecem", relatou.
Ao buscar suporte da empresa aérea, a brasileira afirmou que não teve ajuda e optou por buscar apoio no Brasil, realizando um Boletim de Ocorrência. "Busquei, então, apoio no Brasil, tanto psicológico quanto jurídico, e abri um processo de pequenas causas contra a companhia, por assédio moral e negligência", afirmou.
Após o boletim, a TAP ofereceu uma indenização. "Propôs acordo de R$ 5 mil sem pedido de desculpas ou reconhecimento do erro. É uma barreira na tentativa de reconhecer o caso, ter voz, mudança e segurança para mulheres", esclareceu.