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Publicado em 11/12/2024, às 18h22 Ilustrativa/Pixabay Gabriela Araújo
A partir de abril de 2025, o governo metropolitano de Tóquio, no Japão, vai permitir que seus funcionários trabalhem apenas quatro dias por semana. A decisão é uma tentativa de solucionar a crise demográfica enfrentada pelo país.
Além disso, a medida também prevê uma nova política de “licença parcial para cuidar de crianças”, o que permitirá que alguns servidores reduzam a carga horária diária em até duas horas. As informações são da Fortune.
De acordo com a governadora Yuriko Koike, o objetivo dessas políticas é garantir que mulheres não precisem sacrificar suas carreiras por causa da maternidade ou dos cuidados com os filhos. “Continuaremos a analisar os estilos de trabalho de forma flexível”, afirmou Koike, durante uma sessão da Assembleia Metropolitana de Tóquio.
Entre janeiro e junho deste ano, o Japão registrou 350 mil nascimentos, uma redução de 5,7% em relação a 2023. A taxa de fertilidade do país é de 1,2 filhos por mulher. Segundo dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), esse número é abaixo dos 2,1 necessários para estabilizar a população.
O país tem a média etária mais alta do mundo: 49,9 anos. Em Tóquio, a taxa de natalidade é de apenas 0,99. Resultados obtidos após estudos indicam que a semana composta por quatro dias pode ajudar a reduzir a desigualdade de gênero, principalmente nos países com alta carga de trabalho doméstico não remunerado. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), as mulheres dedicam cinco vezes mais tempo a essas atividades do que os homens no Japão.
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