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Daniel Noboa é reeleito presidente do Equador

O segundo mandato do atual presidente tem início no dia 24 de maio  |  Jonathan Miranda/Presidência da República

Publicado em 14/04/2025, às 10h55 - Atualizado às 11h39   Jonathan Miranda/Presidência da República   Redação Bnews

Daniel Noboa, candidato de direita do Movimento Ação Democrática Nacional (ADN), foi reeleito presidente do Equador no último domingo (13). Com 90% das urnas apuradas, ele tinha 55.88% dos votos, derrotando a adversária Luisa González, com 44.12%. A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Diana Atamaint, disse que o resultado é matematicamente irreversível em coletiva de imprensa.

“Este evento foi histórico, esta vitória também foi histórica, uma vitória de mais de dez pontos, uma vitória de mais de um milhão de votos, onde não há dúvidas de quem é o vencedor e que se baseou na perseverança, na luta, no trabalho de cada um dos membros desta equipe, desta equipe que busca este novo Equador”, afirmou Noboa.

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O representante da direita é herdeiro do magnata da banana e cinco vezes candidato à presidência Álvaro Noboa, dono de uma das maiores fortunas do Equador, e disse que se identifica particularmente com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Seu segundo mandato tem início no dia 24 de maio. Antes havia vencido as eleições convocadas em 2023 para encerrar a presidência de Guillermo Lasso, que deixou o cargo após dissolver a Assembleia Nacional.

O primeiro mandato ocorreu de forma turbulenta, marcada pelas crises de energia elétrica e segurança que atingiram o país. Durante a campanha para a reeleição, ele prometeu implementar novas políticas de segurança pública, fortalecer o combate ao crime organizado e ao narcotráfico.

O atual presidente também apostou na pauta econômica: prometeu criar mais empregos e reduzir a informalidade, além de fortalecer o setor privado. Noboa ainda se comprometeu em fortalecer os órgãos de fiscalização que investigam casos de corrupção.

Em um discurso a apoiadores, Luisa González não reconheceu a vitória de Noboa. A candidata da esquerda alegou fraude eleitoral e disse que existe uma ditadura no Equador. González afirmou ainda que vai pedir a recontagem dos votos, alegando que 11 pesquisas a apontavam como vencedora. “Estão fazendo fraude, a mais grotesca fraude, e denuncio publicamente”, disse.

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