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Publicado em 10/06/2026, às 15h54 Matheus Simoni / BNews Cauan Borges e Matheus Simoni
Um dia antes da abertura da Copa do Mundo de 2026, a Cidade do México vive um cenário de tensão provocado por uma onda de protestos liderada por professores que têm impactado a mobilidade urbana e preocupado autoridades às vésperas do início do maior evento esportivo do planeta.
O coeditor e repórter do BNews Matheus Simoni desembarcou na última terça-feira (9) na capital mexicana para acompanhar a cobertura especial do Mundial e encontrou uma cidade marcada por manifestações, bloqueios de vias e congestionamentos em diversos pontos estratégicos.
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Os atos são organizados pela Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), grupo dissidente do principal sindicato dos professores mexicanos, e ocorrem há mais de um mês. Desde então, milhares de manifestantes têm ocupado ruas, realizado marchas, bloqueado rodovias e promovido protestos em frente a prédios públicos em diferentes regiões da capital.
A mobilização ganhou força após a entidade apresentar uma série de reivindicações ao governo da presidente Claudia Sheinbaum durante as celebrações do Dia do Trabalho, em 1º de maio. Sem avanços nas negociações, os líderes sindicais cumpriram a promessa de intensificar as manifestações.
Além dos bloqueios, alguns protestos resultaram em pichações, danos ao patrimônio público e confrontos pontuais com forças de segurança, aumentando o clima de instabilidade em uma cidade que se prepara para receber milhares de turistas estrangeiros.
Reivindicações envolvem aposentadoria e salários
Entre as principais demandas da CNTE está a revogação da reforma do ISSSTE, instituto responsável pela seguridade social dos servidores públicos mexicanos. Os professores também pedem o fim de reformas educacionais aprovadas por governos anteriores e a retomada de um modelo previdenciário solidário para a categoria.
O sindicato reivindica ainda reajuste salarial de 100% e a reintegração de professores demitidos ao longo dos últimos anos.
Apesar da escalada dos protestos, o governo mexicano afirma ter mantido diálogo permanente com representantes da categoria. A administração de Claudia Sheinbaum apresentou propostas e destacou benefícios já concedidos aos profissionais da educação, mas as negociações ainda não resultaram em consenso.
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