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Europa ameaça gigantes americanas da tecnologia em meio à "guerra comercial"; entenda

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco analisa medidas de retaliação na guerra comercial com os EUA  |  @vonderleyen/Fotos Públicas

Publicado em 11/04/2025, às 10h38   @vonderleyen/Fotos Públicas   Redação Bnews

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco analisa medidas de retaliação na guerra comercial com os EUA que podem atingir as big techs americanas, como Meta (Facebook e Instagram) e Alphabet (Google). De acordo com a presidente do bloco, a União Europeia (UE) busca um acordo equilibrado com os EUA e fez uma "pausa de boa-fé" nas tarifas recíprocas.

A UE e os EUA tem um prazo de 90 dias para encontrar um cenário em que os dois lados saiam ganhando, mas tudo pode mudar em caso de "desrespeito" dos norte-americanos.

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Em entrevista ao Financial Times, Ursula von der Leyen citou as big techs e afirmou que o imposto da UE será cobrado sobre as receitas de publicidade digital. Segundo ela, a taxa sobre serviços seria imposta no âmbito da Comissão Europeia, para todos os países do bloco.

"Um exemplo [de medida retaliatória em estudo] é impor uma taxa sobre as receitas de publicidade dos serviços digitais", afirmou von der Leyen, se as negociações com os EUA "não forem satisfatórias", disse na entrevista.

“Trump causou um ponto de inflexão completo no comércio global. Esse é um ponto de virada com os Estados Unidos sem qualquer dúvida e nunca mais voltaremos ao status quo”, acrescentou.

Por fim, Ursula von der Leyen também disse que Bruxelas tem se preparado para a inundação de produtos chineses baratos que serão redirecionados à UE após as tarifas de Trump. Ainda assim, o bloco está disposto a participar de uma cúpula de negociações com o governo chinês para acabar com a tarifa cobrada de veículos elétricos chineses. A ideia é substituir a taxação por um sistema de preços mínimos, algo que pode afetar ainda mais a operação europeia da Tesla.

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