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Publicado em 29/09/2026, às 09h41 Reprodução/LinkedIn Redação BNews
O executivo do jornal americano The New York Times Jonathan McKinsey, de 40 anos, foi morto a tiros no último sábado (26), em Dublin, na Califórnia, nos Estados Unidos. Os pais da esposa dele, Shouyong Zhang e Shili Chen, ambos de 77 anos, foram presos minutos após o crime e são apontados como principais suspeitos.
McKinsey, que ocupava o cargo de diretor de engenharia do departamento de jogos do jornal, foi encontrado com vários ferimentos provocados por disparos de arma de fogo no estacionamento do Dublin Sports Grounds, a cerca de 56 quilômetros de San Francisco. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
A polícia foi acionada após testemunhas relatarem ter ouvido uma sequência de tiros. Um policial que passava pela região encontrou o executivo caído e iniciou o atendimento da ocorrência.
Segundo um morador, foram ouvidos cerca de cinco ou seis disparos. Ao olhar para o estacionamento, ele afirmou ter visto McKinsey cair no chão e, pouco depois, viu um homem e uma mulher deixando o local.
Zhang e Chen foram detidos nas proximidades da área de execução. De acordo com as autoridades, além da suspeita de homicídio em primeiro grau, os dois respondem por acusações de conspiração, disparo intencional de arma de fogo com negligência grave e exposição de crianças a perigo.
O casal permanece preso na Cadeia do Condado de Santa Rita e deve comparecer ao tribunal nesta quarta-feira (30). A motivação para o crime ainda é investigada.
Documentos judiciais revelam que McKinsey e a esposa, Candice Jang, estavam separados e enfrentavam uma disputa judicial envolvendo acusações de violência doméstica.
Em outubro de 2025, a mulher entrou com um pedido de medida protetiva contra McKinsey. Segundo o documento, ela afirmou que o marido teria segurado seus braços durante uma discussão e a derrubado contra uma mesa, provocando lesões nas costas. Ela também o acusou de comportamento abusivo contra a mãe.
Dois meses depois, em dezembro, McKinsey apresentou um pedido semelhante contra a esposa. No documento, ele alegou ter sido vítima de violência doméstica durante anos e afirmou que Candice teria praticado agressões contra ele e os filhos.
Entre os episódios relatados pelo executivo estavam uma suposta agressão com uma frigideira e outra com um espelho. McKinsey afirmou ainda que teria sido obrigado a ingerir uma barata durante uma das situações.
Os documentos mostram ainda que o casal travava uma disputa relacionada à guarda e aos cuidados dos três filhos. Uma das crianças, de 6 anos, teria sido atingida no rosto pelo pai, levando a polícia a ir até o local.
Na mesma ocorrência, os agentes encontraram uma criança de 2 anos sozinha em um quarto da residência. McKinsey foi posteriormente acusado de duas contravenções relacionadas a abuso infantil. Ele se declarou inocente e foi liberado sob a condição de participar de aulas de parentalidade.
McKinsey, que era um homem trans, também relatou nos documentos judiciais que sofria ataques relacionados à sua identidade de gênero. Segundo ele, a esposa e os sogros teriam feito comentários ofensivos contra ele.
O executivo afirmou ainda que o sogro o teria agredido fisicamente enquanto ele se recuperava de uma cirurgia de mastectomia, realizada em 2010.