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Justiça do Irã executa jovem de 25 anos horas após casamento por telefone com noiva também presa

Alireza Sepahi se casou por telefone com Mahshad Keshani antes de ser executado, levantando questões sobre a legalidade do julgamento.  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 10/10/2026, às 08h57   Reprodução/Redes sociais   Samuel de Jesus

Um jovem iraniano de 25 anos foi executado em 5 de outubro, poucas horas depois de se casar por telefone com a noiva, que também está presa no Irã. Alireza Sepahi e Mahshad Keshani, de 22 anos, realizaram a cerimônia à distância. O casamento só foi realizado com a ajuda de um advogado. Os dois temiam que a execução pudesse ocorrer a qualquer momento e resolveram adiantar, mesmo presos.

Iran executes groom just hours after he married bride in prison wedding over the phone https://t.co/mbHWD6mmLG https://t.co/8DIySd6QOn

— New York Post (@nypost) October 8, 2026

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O casal estava detido em prisões separadas na cidade de Isfahan e não teve a oportunidade de se encontrar pessoalmente para a cerimônia. O caso ganhou repercurssão essa semana.

De acordo com o G1, o advogado Amirsalar Davoudi ajudou a organizar o casamento. Os pais dos dois participaram por telefone, enquanto o profissional conduziu o casório.

Jovem foi condenado após protestos no Irã

Ele foi acusado de envolvimento em episódios de violência e na morte de integrantes das forças de segurança do governo iraniano. Sepahi foi preso em janeiro de 2026, durante os protestos contra o governo.

A Justiça iraniana condenou o jovem à morte. Ele foi executado ao lado de outro réu, Alireza Raeisi, segundo informações divulgadas pela imprensa iraniana e por veículos internacionais.

Órgãos ligados aos direitos humanos questionaram a condução do processo, incluindo denúncias de confissões obtidas sob coação e dúvidas sobre a apresentação de provas.

 A esposa de Sepahi Mahshad Keshani, de 22 anos, é estudante e ativista. Ela também foi detida em razão de sua participação nos protestos e cumpre uma pena de cinco anos de prisão, segundo a impreensa internacional.

Execuções provocam críticas internacionais

Representantes de direitos humanos denunciam irregularidades em julgamentos de manifestantes e pedem garantias de defesa, transparência e respeito às normas internacionais. O governo iraniano afirma que os condenados respondem por crimes contra a segurança nacional.

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