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Publicado em 11/08/2025, às 07h30 - Atualizado às 07h30 Reprodução / Instagram Redação Bnews
O senador colombiano Miguel Uribe, de 39 anos, pré-candidato à presidência do país, morreu nesta segunda-feira (11). Ele estava internado em estado crítico desde o atentado ocorrido em um comício, em Bogotá, em 7 de junho, quando foi atingido por três tiros disparados por um adolescente de 15 anos.
Uribe, que era uma das principais lideranças de oposição ao governo atual e neto do ex-presidente Julio César Turbay Ayala, lutava para sobreviver após a hemorragia cerebral sofrida no fim de semana. O jovem suspeito do ataque foi detido logo após o ocorrido, mas ainda não se sabe se ele tinha ligações com grupos políticos ou criminosos.
Durante o ataque, ocorrido em um parque da capital colombiana, outras duas pessoas também ficaram feridas. O senador estava discursando quando foi baleado pelas costas. A Procuradoria-Geral da Colômbia abriu investigação, e o presidente Gustavo Petro determinou apuração imediata do caso.
Rechazamos este ataque miserable contra el senador del Centro Democrático Miguel Uribe Turbay, los responsables tienen que ser llevados ante la justicia. pic.twitter.com/gJNea9etiL
— Mamertos 2.0🐦 (@Mamertos0) June 8, 2025
A morte de Uribe gerou comoção nacional e manifestações de líderes políticos. O ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, líder do partido Centro Democrático, lamentou a perda, afirmando que "o mal destrói tudo" e pedindo que a luta de Miguel ilumine o caminho do país. O governo brasileiro e autoridades internacionais, como o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também condenaram o atentado.
Filho de Diana Turbay, jornalista sequestrada e assassinada pelo Cartel de Medellín quando ele tinha apenas cinco anos, Miguel Uribe deixa esposa e um filho. Ele era senador desde 2022, tendo sido o parlamentar mais votado nas últimas eleições, e sua trajetória foi marcada por uma forte oposição ao atual governo da Colômbia.
O país enfrenta uma escalada de violência política, com Uribe sendo a terceira vítima fatal de atentados contra candidatos presidenciais nas últimas cinco décadas, numa triste lista que inclui Luiz Carlos Galán e Bernardo Jaramillo Ossa. A morte do senador lança nova sombra sobre o clima político na Colômbia, que se prepara para as eleições de março de 2026.