☰
✕

Mundo

Mulher que sobreviveu à injeção letal nos EUA está acordada e já fala

Após duas doses de injeção letal, Christa Pike, de 50 anos, apresenta ferimentos graves, mas está consciente e se recuperando  |  Foto: Reprodução/Tennesse Department of Corrections

Publicado em 06/10/2026, às 23h36   Foto: Reprodução/Tennesse Department of Corrections   Natane Ramos

De acordo com os advogados de Christa Pike, a mulher, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee na semana passada, já recuperou a consciência e está falando. O comunicado sobre o estado de saúde foi anunciado nesta terça-feira (6).

Apesar de apresentar graves ferimentos nos braços, Pike, de 50 anos, "continua algemada e acorrentada à cama", onde "segue recebendo cuidados médicos intensivos", declarou a equipe de defesa da detenta.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Christa Pike foi condenada à morte por injeção letal após participação no assassinato e tortura de uma colega de curso há três décadas. No entanto, ela acabou sobrevivendo mesmo após a aplicação de duas doses, realizadas na noite de 30 de setembro na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, em Nashville.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Quem é Christa Pike?

Christa  foi condenada por um homicídio que cometeu contra um colega de escola em 1995. No entanto, seus advogados alegam que ela foi vítima de violência, negligência e abuso sexual na infância, além de dois estupros sofridos  aos 11 e aos 17 anos, o que teria colaborado para o crime violento que cometeu anos depois.

De acordo com o site "Mercy for Christa" (Misericórdia para Christa, em tradução livre), a mulher foi vítima de abusos por parte do pai, da avó materna e de vários namorados da mãe.

Aos 11 anos, Puke teria sofrido o primeiro estupro, por um homem que morava perto da família. O site declara que, pouco tempo após o ocorrido, Christa tentou tirar a própria vida por meio de uma overdose com remédios.

Os advogados de defesa apontaram que Christa Pike recebeu os diagnósticos de transtorno bipolar e transtorno de estresse pós-traumático. Além deste fator, a defesa alega que a mãe dela consumia álcool durante a gestação, o que teria danificado o desenvolvimento cerebral.

Foto: Reprodução/Tennesse Department of Corrections
Foto: Reprodução/Tennesse Department of Corrections
Foto: Reprodução/Tennesse Department of Corrections

Classificação Indicativa: Livre


Tagsinjeção letalChrista pikeestuprohomicídiotortura

Leia também


Baiana radicada nos EUA é premiada por combate à violência doméstica em cerimônia no Museu da Estátua da Liberdade


"Abriu um sorriso enorme", relata jornalista sobre mulher que sobreviveu a execução