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Publicado em 02/11/2026, às 20h24 - Atualizado às 20h33 Reprodução / Instagram Davi Lemos
A divulgação de um projeto do Pentágono para preparar instalações militares para situações extremas aumentou a circulação de recomendações sobre estoques domésticos de alimentos, água e medicamentos nos Estados Unidos. Nas redes sociais, a iniciativa tem sido associada a possíveis conflitos armados e ataques cibernéticos capazes de provocar apagões de grandes proporções.
Batizado de Fortress, o plano foi divulgado pela Fox News em 25 de outubro e prevê ampliar a autonomia de bases militares para até 90 dias, sem depender de redes externas de energia, abastecimento de água, combustível e comunicação.
Um vídeo de um brasileiro que vive nos Estados Unidos viralizou nas redes sociais após ele afirmar que pretende estocar alimentos e água para até 90 dias diante de possíveis situações de emergência. “O mundo pode colapsar, meu irmão”, declarou.
A preocupação está relacionada à possibilidade de ataques contra infraestruturas essenciais, que poderiam comprometer serviços básicos. Tanto ofensivas cibernéticas quanto conflitos militares são apontados como riscos capazes de interromper o fornecimento de recursos e afetar a população.
A discussão ganhou força após Dan Bongino, ex-diretor adjunto do FBI, recomendar em seu podcast que famílias mantenham reservas de alimentos, água e outros itens essenciais para 30 dias. A orientação é apresentada como uma medida preventiva diante de possíveis emergências.
Outros países também incentivam a preparação doméstica. O Reino Unido recomenda estoques para três dias, enquanto a União Europeia orienta os cidadãos a manter suprimentos suficientes para pelo menos 72 horas. Nos Estados Unidos, essas medidas já fazem parte das recomendações para situações como furacões, enchentes e apagões. Apesar das especulações nas redes sociais, não há confirmação oficial de uma guerra iminente ou de um ataque cibernético prestes a provocar um apagão nacional.