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Publicado em 29/03/2026, às 16h22 Reprodução / X Lorena Alcantara
A polícia de Israel impediu a realização da missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, em um episódio classificado como inédito por autoridades religiosas. A decisão ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e provocou críticas de líderes internacionais.
De acordo com o Patriarcado Latino, o cardeal Pierbattista Pizzaballa e o frei Francesco Ielpo foram impedidos de acessar o local enquanto se dirigiam à celebração. Em nota, a instituição afirmou que, pela primeira vez em séculos, a missa não pôde ser realizada no templo considerado sagrado para os cristãos.
A Igreja do Santo Sepulcro é apontada pela tradição cristão como local de crucificação e ressurreição de Jesus, sendo um dos principais destinos de peregrinação do mundo.
As restrições fazem parte de medidas de segurança adotadas pelo governo israelense desde o início dos confrontos envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. De acordo com as autoridades, espaços religiosos na Cidade Velha foram fechados, especialmente aqueles sem proteção contra ataques.
A decisão impactou celebrações de diferentes religiões. Eventos ligados à Páscoa Cristã, ao Ramadã muçulmano e ao Pessach judaico enfrentaram limitações no acesso aos locais sagrados.
A medida repercutiu fora do país. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou a ação como uma ofensa à liberdade religiosa. Já o presidente da França, Emmanuel Macron, criticou o aumento de restrições em áreas consideradas sagradas.
Autoridades religiosas e moradores também apontam que as restrições não teriam sido aplicadas de forma uniforme, com relatos de que alguns grupos conseguiram acessar determinados espaços durante o período.