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Publicado em 27/12/2024, às 09h55 Bundestag/ Divulgação Cadastrado por Daniel Serrano
O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, dissolveu o Parlamento nesta sexta-feira (27) e convocou eleições antecipadas para 23 de fevereiro. A medida já estava prevista e acontece depois que parte dos parlamentares terem aprovado a moção de desconfiança do chanceler Olaf Scholz na semana passada.
O governo de Scholz vem sendo alvo de críticas desde novembro, quando o chanceler demitiu o ministro das Finanças, Christian Lindner, em meio tentativa de recuperar a economia alemã.
Com a dissolução do parlamento, Scholz colocou fim a aliança de três partidos com os Verdes e os Democratas Livres (FDP), o que fez com que ele deixasse de ter a maioria no Parlamento, permitindo uma eleição nacional sete meses antes do fim previsto para o seu mandato.
Em seu pronunciamento, o presidente alemão disse estar “convicto de que novas eleições são o caminho certo para o bem do país”, defendendo a dissolução do Parlamento, “especialmente em tempos difíceis como agora, é necessário um governo capaz de agir e maiorias confiáveis”.
Steinmeier ainda destacou sobre os desafios que o próximo governo enfrentará, com a “situação econômica instável, as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia” e os debates sobre imigração e mudanças climáticas.
Com menos de dois meses para as eleições, os conservadores da oposição lideram as pesquisas. Já o partido do chanceler, o Partido Social Democrata (SPD), aparece na terceira localização, atrás do partido de extrema direita.
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