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Publicado em 09/10/2024, às 16h05 Reprodução/Internet Cadastrado por Cauan Borges
As chances de que furacões aconteçam no Brasil são pequenas, a explicação é que a formação deles depende de uma série de fatores, que só foi registrada uma vez no país, em 2004.
O furacão Milton, que se aproxima dos Estados Unidos, foi classificado na noite de terça-feira (8) como de categoria 5, a mais grave.
Nessa categoria, os ventos ultrapassam os 252 km/h e há um risco elevado de danos a construções e bloqueios em rodovias. A previsão é que o furacão chegue à costa oeste da Flórida na noite de quarta-feira (9) ou na manhã de quinta-feira (10). Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).
Diferentemente dos EUA e de outros países periodicamente atingidos por fenômenos climáticos similares, qual o motivo do Brasil não precisar se preocupar tanto com esses fenômenos?
Segundo meteorologistas entrevistados pela BBC News Brasil, as chances de que furacões aconteçam por aqui são mínimas, a explicação é que a formação de um fenômeno desses depende de uma série de fatores que só foi registrada uma vez no país.
"Por enquanto, é quase impossível que um furacão atinja o Brasil, a não ser que as mudanças climáticas também tenham alguma influência", diz Michael Pantera, meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergência de São Paulo.
A meteorologista Bianca Lobo, do Climatempo, explicou que um dos principais "combustíveis" para a formação de um furacão são as águas quentes do mar, que precisam estar acima de 27°C.
"No Brasil, nós não temos isso. As maiores temperaturas são registradas no mar do Nordeste, onde não passam de 26°C", diz Bianca.